Koff critica CBF e prevê problemas

O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, acredita que o calendário da CBF para o campeonato brasileiro vai prejudicar os clubes e os jogadores. Antes de participar da reunião da Comissão Mista de Segurança nos Estádios, hoje, no Ministério da Justiça, Koff disse à Agência Estado que não vê possibilidade de conciliar um campeonato de 28 times com a Copa Mercosul, simultaneamente.Koff acredita que este ano o campeonato brasileiro vai sofrer uma série de problemas. "Acho que vai haver o que aconteceu no ano passado", disse. "Houve acúmulo e simultaneidade de jogos, com datas que tiveram de ser alteradas." Para este ano, ele acha que novamente terão de ser feitas transferências de datas de jogos. Os jogadores deverão ficar mais penalizados com o calendário da CBF, disse Koff. Para o presidente do Clube dos 13, é quase inevitável que muitos atletas recorram à Justiça Trabalhista para brigar por seus direitos. "Não vejo como evitarmos um clube jogando em menos de 66 horas (após o útimo jogo)", disse. "É uma questão de ocupação de espaços, é uma questão física." DECISÃO - Koff disse que não viu problema na decisão de Ricardo Teixeira em anunciar de forma arbitrária a inclusão do São Caetano e do Juventude no Brasileiro. Mas ele deixou claro que eventual desgaste será atribuído a Teixeira. "Acho que o problema é da CBF, quem vai pagar a conta", afirmou. "Quem faz o baile paga a orquestra." No ano passado, disse Koff, o Clube dos 13 fez um campeonato "em situação de emergência" e "foi muito criticado".O presidente do Clube dos 13 disse que "espera" a convocação do conselho técnico dos clubes para discutir a definição de um regulamento e do número de participantes do Brasileirão. Apesar de o Clube dos 13 "não ter tido nenhuma responsabilidade" na convocação de mais times, disse Koff, é necessário discutir um ano que "vai ser atípico".A avaliação que já se faz dentro do Clube dos 13 é sobre a necessidade de se criar uma nova sistemática para a realização do campeonato. Koff defende um critério "científico" para limitar o número de jogos. "O limite de jogos deveria ser por atleta e não por clubes". Significa que haveria um número máximo de jogos em que o atleta poderia participar durante as competições, em um ano.Koff afirmou que este novo sistema permitiria que os clubes realizassem até 80 jogos por ano, desde que contratassem mais atletas, para cobrir todo o calendário. Os jogadores não disputariam mais que 60 partidas. "Isso ampliaria o mercado de trabalho para atletas e não fecharia a fonte de receita dos clubes, que são os campeonatos". Sem um sistema planejado de jogos, Koff fica na expectativa de ampliação do prazo do campeonato brasileiro. "Não se sei a CBF tem a intenção de alargar esta disputa até janeiro, fevereiro..."

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