Koff lamenta, mas MP aprova Gre-Nal com torcida única

O jogo de domingo na Arena Grêmio terá apenas torcedor do tricolor gaúcho

AE, Agência Estado

30 de julho de 2013 | 16h53

PORTO ALEGRE - O presidente do Grêmio, Fábio Koff, disse nesta terça-feira que lutará para impedir a decisão da Brigada Militar de Porto Alegre, que anunciou no mesmo dia que vai liberar apenas a entrada de torcedores gremistas no clássico Gre-Nal, no próximo domingo, às 18h30, no estádio da equipe tricolor, pela 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O dirigente se disse surpreso com a decisão, tomada por razões de segurança na Arena Grêmio, e revelou que já havia entrado em acordo com a direção do Internacional para disponibilizar uma porcentagem de bilhetes da partida aos torcedores colorados.

Mas, embora a decisão tenha sido lamentada e seja ruim para o interesse dos dois clubes envolvidos, o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul confirmou, nesta tarde de terça, que aceitou o pedido feito pela Brigada Militar. Na nota oficial que divulgou, o MP destacou que "a principal preocupação da Brigada Militar é com relação à segurança no entorno do estádio e com a chegada de torcedores do Internacional pela Estação Anchieta do Trensurb". Em seguida, o comunicado é concluído com uma frase do Promotor de Justiça Gustavo Munhoz, que avisou: "A Brigada Militar é quem tem a prerrogativa técnica de dizer se tem condições ou não de dar segurança para os torcedores, ao Ministério Público cabe respeitar a decisão".

Antes de saber que o MP acatou a decisão da Brigada Militar, Koff disse que a mesma é "triste" para o futebol. "Como dirigente e como torcedor oriundo da arquibancada, pois também sou torcedor, fico muito triste. Eu acho o Gre-Nal uma festa que não pertence ao dono do estádio. É uma festa gaúcha. O crescimento de um sempre dependeu do outro. Mas vamos tentar uma solução ao contrário do que foi definido. Caso contrário nos cabe unicamente obedecer as ordens dos responsáveis pela segurança", ressaltou o dirigente.

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