REUTERS/Christian Hartmann
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LaLiga denuncia PSG e Manchester City na Uefa por regras do Fair Play Financeiro

Organizadora do Campeonato Espanhol alega que rivais contam com dinheiro vindo fora do futebol e desrespeitam as regras de limite de gastos na Europa

Redação, Estadao Conteudo

15 de junho de 2022 | 10h15

Responsável pela organização do Campeonato Espanhol, a LaLiga formalizou denúncias contra o Paris Saint-Germain e contra o Manchester City junto à Uefa por supostas infrações cometidas por estes clubes nas regras do Fair Play Financeiro. A entidade não descartou tomar ações também no âmbito da justiça comum na França e na União Europeia.

A LaLiga informou nesta quarta-feira que fez a denúncia contra o City no mês de abril e contra o PSG nesta semana. A entidade alega que os dois rivais europeus estão desrespeitando as regras de sustentabilidade financeira da Uefa. Na prática, o Fair Play Financeiro limita os gastos dos clubes com contratações com o objetivo de evitar desequilíbrios maiores entre os times dentro de campo.

A entidade espanhola fez as denúncias alegando que tanto o PSG quanto o City contam em seus orçamentos com dinheiro vindo de fora do futebol. No caso do clube francês, os recursos viriam, segundo a LaLiga, diretamente do governo do Catar, proprietário do time, na forma de patrocínios disfarçados. No City, a fonte seria o governo dos Emirados Árabes Unidos.

"A LaLiga considera que estas práticas alteram o ecossistema e a sustentabilidade do futebol, prejudicam todos os clubes e ligas europeias, e só servem para inflacionar o mercado de forma artificial, com dinheiro não gerado no próprio futebol", apontou a entidade, em comunicado.

"A LaLiga entende que o financiamento irregular destes clubes se realiza através de injeções de dinheiro diretamente ou através de contratos de patrocínio e de outro tipo que não se correspondem com condições de mercado e nem tem sentido econômico", argumentam os espanhóis.

No contexto destas denúncias está a tentativa frustrada do Real Madrid de contratar o atacante Kylian Mbappé, do PSG. Após receber poderosa oferta do gigante espanhol, o jogador decidiu permanecer no clube de Paris, que teria feita contraproposta também vultosa. Para os espanhóis, os recursos do PSG para bancar a renovação de Mbappé não estariam vindo apenas do futebol.

A entidade espanhola também revelou nesta quarta-feira que contratou advogados na França e na Suíça "com o objetivo de empreender com a maior brevidade ações administrativas e judiciais diante dos órgãos franceses competentes e ante a União Europeia".

A LaLiga pretende ainda questionar eventuais conflitos de interesse protagonizados por Nasser Al-Khelaïfi, presidente e dono do PSG, por sua posição no clube, em cargo na Uefa, na Associação de Clubes Europeus (ECA) e também por ser presidente da empresa BeIN Sports, que detém os direitos de transmissão de diversos campeonatos de futebol em alguns países, como a Liga dos Campeões.

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