Eduardo Carmim/Brazil Photo Press / JF Diório/Estadão - 25/9/2007
Eduardo Carmim/Brazil Photo Press / JF Diório/Estadão - 25/9/2007

Laços de família ajudam Ponte Preta a crescer

Técnico, auxiliar, gerente e superintendente de futebol são filhos de jogadores que marcaram história no clube

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2016 | 07h00

A Ponte Preta nem de longe tem orçamento alto como os clubes mais tradicionais do Brasil, mas montou um time competitivo e faz boa campanha no Brasileiro – 9ª colocação. O segredo do sucesso, nesse caso, não está no caixa nem no valor do contracheque, mas ligado ao DNA dos homens responsáveis pelo dia a dia do departamento de futebol. São todos filhos de ex-jogadores que marcaram época no lendário Moisés Lucfarelli.

A comissão técnica reúne profissionais que têm a mesma origem, além de eles serem identificada com a Ponte. O técnico Eduardo Baptista, de 44 anos, é filho de Nelsinho Baptista, ex-lateral do time nos anos 70. O auxiliar técnico permanente é Felipe Moreira, de 38 anos, filho de Marco Aurélio, meia que reinou na equipe na década de 1970 ao lado de Dicá, considerado o maior jogador da história do clube. O “mestre’’, como é reverenciado pela torcida, é pai de Gustavo Bueno, de 41 anos, atual gerente de futebol.

Os três ‘cabeças’ da Ponte contam ainda com a retaguarda de Cristiano Nunes, de 44 anos, superintendente de futebol e filho de Flamarion, volante que atuou no Guarani, Cruzeiro e Botafogo-SP, mas que depois trabalhou na base da Ponte.

Os quatro filhos tentaram a carreira de jogador no próprio Majestoso, mas sem êxito. A solução para viver um pouco das emoções que os pais sentiram foi se preparar fora de campo. Todos têm formação em educação física, alguns com pós-graduação e mestrado e outros com currículos recheados de cursos de aperfeiçoamento.

TODOS JUNTOS

Gustavo e Felipe estão no clube desde o ano passado. Eduardo e Cristiano chegaram em maio. “Gostamos desta fórmula de unir competência com amor à camisa’’, explicou o vice-presidente Giovanni Dimarzio. 

Eduardo Baptista foi o último a chegar. “Sou da cidade, torço pela Ponte, mas, acima de tudo, sou profissional e me preparei por 22 anos para chegar aqui. Não caí de paraquedas. E devo muito ao meu pai, com quem trabalhei inicialmente como preparador físico’’, diz Eduardo. Nelsinho, seu pai, tem 68 anos e é o único técnico brasileiro na Primeira Divisão do Japão. Ele dirige o Vissel Kobe.

Mesmo antes das especulações de que ele iria para clubes como Grêmio e Corinthians, Eduardo ampliou seu contrato em Campinas até o fim de 2017. Aceitou ficar na cidade porque existe planos ambiciosos de conquistar um título e também entrar para a história do clube. 

“Nós temos um extenso banco de dados de jogadores e estamos monitorando dezenas deles para integrar nosso elenco no futuro’’, diz Gustavo Bueno, que além de cuidar de negociações também coordena a logística da Ponte. “Um clube com limitação de orçamento não pode errar nas contratações’’, lembra Felipe Moreira. Como se vê, eles são bem entrosados.

Para completar, Cristiano Nunes diz que “existe um planejamento estratégico para os próximos cinco anos’’. Isso inclui a reestruturação da base, que tradicionalmente sempre foi o grande fomento da Ponte. 

O clube acaba de receber o certificado de ‘formador’, o que o credencia para uma linha especial de crédito. Nunes comanda a integração do amador com o profissional, além de supervisionar o funcionamento de áreas específicas como a preparação física, fisiologia, nutrição, a área médica e de fisioterapia. 

RIVAL ENGASGADO

A Ponte tem 39 pontos no Nacional, aspira vaga na Libertadores e hoje recebe o Atlético-MG, que o eliminou da Copa do Brasil com empate por 2 a 2 em Campinas – ela abriu 2 a 0. Reinaldo e Clayson, suspensos, dão lugar a Breno e Ravanelli, respectivamente.

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