Ladrões ameaçam seqüestrar Mustafá

A diretoria do Palmeiras está em pânico. Na madrugada de segunda-feira, 10 assaltantes invadiram o Palestra Itália e roubaram os dois cofres do clube, em operação cinematográfica. Foi a quarta vez que o grupo entrou no local. O que preocupa, porém, não é a perda dos cofres, mas o recado deixado por eles numa das mesas da diretoria. Nele, dizem que o próximo passo será o seqüestro do presidente Mustafá Contursi. O dirigente fez boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de São Paulo e está bastante assustado, embora não deixe transparecer aos amigos. Seus companheiros lhe recomendaram andar com seguranças, mas Mustafá não está gostando nada da idéia. Nunca se preocupou com isso. O recado dos assaltantes preocupa, porque, até agora, cumpriram todas as ameaças que haviam feito anteriormente. Em janeiro, invadiram duas vezes a sede. Pouco antes do carnaval, entraram novamente no Palestra Itália, atiraram numa funcionária e levaram dinheiro. Nesse dia, avisaram que, em breve, voltariam. E realmente voltaram. Aproximadamente oito horas após a vitória do Palmeiras sobre o Fluminense, por 3 a 2, em jogo realizado na tarde de domingo, chegaram ao local. A intenção era levar a renda da partida, que ultrapassou os R$ 100 mil. Não tiveram sorte, porque a diretoria já havia retirado o dinheiro. O esquema do assalto foi cinematográfico, segundo revelou à Agência Estado uma pessoa da cúpula do clube. No início da madrugada de segunda-feira, 10 pessoas apareceram no Palestra Itália armadas. Renderam os seguranças e os levaram até o vestiário, onde os trancaram. Em seguida, foram até uma sala onde há ferramentas. Pegaram um maçarico, quebraram a maçaneta e arrobaram a porta da sala onde ficam os cofres. Com o mesmo utensílio conseguiram arrancar da parede os dois cofres que existiam no local. Dentro, porém, não havia muita coisa: cerca de R$ 10 mil, alguns talões de cheque, notas fiscais e documentos. Antes de sair, deixaram o recado ameaçador a Mustafá Contursi. Os seguranças do Palmeiras não costumam usar armas de fogo para evitar confusões. Diariamente, centenas de sócios freqüentam o clube. A diretoria estuda providências para evitar que fatos como o de segunda-feira se repitam, mas até agora não encontraram alternativas. Certo é que os funcionários continuaram trabalhando desarmados. Por enquanto, pediram apenas um reforço do policiamento na região do estádio, na Pompéia. Os dirigentes têm grande desconfiança de que todas as invasões foram tramadas por pessoas que já trabalharam no clube e conhecem todas as instalações do Palestra Itália.

Agencia Estado,

06 Março 2002 | 23h44

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