Lanterna da Série B, Vila Nova demite Waldemar Lemos após duas semanas

Treinador não resistiu no cargo depois da goleada sofrida para o Ceará por 4 a 0, em Horizonte

AE, Agência Estado

29 de maio de 2014 | 00h07

GOIÂNIA - Os maiores problemas do Vila Nova são a falta de estrutura, elenco limitado e nenhum recurso. Mas a corda estourou de novo em cima do treinador. A passagem de Waldemar Lemos no clube goiano durou apenas duas semanas. Contratado para substituir Sidney Moraes, o treinador não aguentou a goleada sofrida para o Ceará por 4 a 0, no estádio Horácio Domingos, em Horizonte (CE), pela Série B do Campeonato Brasileiro, e acabou sendo demitido nesta quarta-feira.

A decisão foi tomada depois de uma reunião realizada entre membros da diretoria. Coube ao ex-jogador Roni, atual diretor de futebol do Vila Nova, comunicar a Waldemar Lemos que ele não continuaria. O treinador lamentou o fato, pois esperava aproveitar a pausa da Copa do Mundo para dar um padrão tático ao time.

Logo depois da goleada sofrida diante do Ceará, Waldemar Lemos soltou o verbo e criticou o planejamento feito pela Vila Nova, além de cobrar mais atitude dos dirigentes. O desabafo, aliado ao desempenho ruim do treinador frente ao time - quatro derrotas em quatro jogos -, resultou na mudança da comissão técnica.

Com 59 anos, Waldemar Lemos havia dirigido o rival Atlético Goianiense na Série B do ano passado. Ele ainda passou por Flamengo, Sport, Náutico, Atlético Paranaense, entre outros. O seu último clube foi o América, do Recife, durante o Campeonato Pernambucano.

Bastante rodado, Waldemar Lemos também ganhou fama por ser irmão do técnico do Santos, Oswaldo de Oliveira. Assim como ele, começou a carreira comandando clubes pequenos do Rio de Janeiro até ganhar uma chance no Flamengo.

Pior time da Série B, com apenas um ponto em oito jogos, o Vila Nova volta a campo neste sábado contra o Bragantino, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela nona rodada.

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