Christian Hartmann / Reuters
Christian Hartmann / Reuters

Laporta descarta volta de Neymar ao Barcelona e diz que jogar no PSG é ‘escravidão’

Presidente do clube catalão fez alguns elogios ao craque brasileiro e também analisou o futuro do lateral-direito Daniel Alves

Redação, Estadão Conteúdo

25 de maio de 2022 | 21h01

Joan Laporta, presidente do Barcelona, adotou uma postura crítica ao Paris Saint-Germain em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal catalão L’Esportiu. Ao responder uma pergunta sobre a possibilidade da volta de Neymar ao Barça, o dirigente disse que só contrataria o astro brasileiro se não precisasse pagar o custo da transferência ao PSG, clube no qual, segundo ele, os jogadores "assinam a própria escravidão".

Laporta falava sobre o futuro de Daniel Alves no Barcelona quando o assunto Neymar foi levantado pela reportagem, já que o lateral e o atacante são amigos. "Quem não ama Neymar, ele é um jogador excepcional", afirmou o presidente barcelonista. "Ele tem contrato com o PSG, faltam quatro ou cinco anos. Jogadores que assinam com clube como o PSG quase assinam a própria escravidão, por dinheiro", completou.

O mandatário se mostrou incomodado com a atuação do PSG no mercado, lembrando da traumática saída de Messi. Também falou o quão difícil acredita que seria contratar um jogador negociando diretamente com os dirigentes do clube parisiense.

"Você vai me dizer, no caso de Neymar. Eu não sei como eles vão fazer isso na França, porque talvez eles tenham outros sistemas que nós não temos aqui, mas cancelar um sistema que é assinado antecipadamente custa muito dinheiro. Também é verdade que o PSG tem um estado por trás deles, eles têm muito dinheiro e talvez possam fazer um adiantamento para rescindir tal contrato", disse.

Em outra parte da entrevista, Laporta comentou sobre a situação vivida pelo rival Real Madrid, frustrado pelo PSG enquanto tentava contratar Mbappé. O time de Paris ofereceu uma renovação com valores astronômicos e conseguiu segurar o atacante.

"Este tipo de movimento distorce o mercado. Os jogadores acabam sequestrados por dinheiro. São os efeitos de ter o Estado por trás. Isso vai contra todos os princípios da União Europeia. Do nosso ponto de vista, existe um rival direto que não se fortalece e nós preferimos isso, mas eu fico com a reflexão sobre sustentabilidade no futebol", afirmou.

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