Lateral-direita é a dor de cabeça de Luxemburgo no Santos

Atualmente com Alessandro na posição, treinador já testou outros nove jogadores na ala

Sanches Filho, especial para o Estadão,

25 de julho de 2007 | 19h08

Engana-se quem pensa que foi o ataque, até a chegada de Kléber Pereira, a maior dor de cabeça de Vanderlei Luxemburgo em sua terceira passagem pelo Santos. A posição que vem causando maiores problemas ao técnico é a lateral-direita. Nove jogadores já vestiram a camisa 4 desde a volta do treinador, em janeiro de 2006. Mas o atleta que satisfaça por completo ainda não apareceu.A primeira decepção foi com Neto, contratado do Paraná antes do retorno de Luxemburgo. O jogador parece ter sentido o peso da camisa e, nas poucas chances que teve, perdeu a confiança do técnico, que passou a improvisar o volante Fabinho (ex-Corinthians) na posição.Depois de Fabinho, negociado com o futebol francês, o Santos investiu em Denis, um dos destaques do Ipatinga na Copa do Brasil do ano passado. A resposta em campo foi tão boa que o Santos, que havia comprado 50% dos direitos federativos do jogador, adquiriu mais 20%.Uma grave lesão nos ligamentos cruzados do joelho direito de Denis, no entanto, deixou Luxemburgo sem lateral-direito. Paulo, garoto da base santista, foi a opção imediata, mas não convenceu. André Belezinha, que Luxemburgo foi buscar no Iraty-PR para o meio-de-campo, também quebrou o galho com a camisa até ser devolvido ao clube do Paraná.Denis foi operado em outubro e teve uma recuperação em tempo recorde. Quando estava quase pronto para voltar ao time, Luxemburgo descobriu Pedro, mandado embora do Palmeiras com fama de ‘baladeiro’. Suas primeiras atuações empolgaram e os dirigentes tentaram prolongar o contrato do jogador - o que criou problemas com Luxemburgo. Pedro foi dispensado em plena Libertadores, poucos dias depois de Denis sofrer outra lesão grave, desta vez no joelho esquerdo.De lá para cá, os volantes Maldonado e Dionísio foram deslocados para a posição até Luxemburgo repatriar Alessandro, jogador experiente que estava na Europa mas que ainda o convenceu. A esperança volta a ser Denis. Desta vez, ele não quer eliminar etapas. "Estou fazendo direito todo o trabalho de recuperação, com exercícios na piscina, musculação em aparelhos e acredito que em duas semanas vou começar a correr em campo, sem forçar. Voltar a jogar mesmo, talvez no fim de outubro", diz Denis.

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