LDU bate o Fluminense por 4 a 2 na 1.ª final da Libertadores

Tricolor das Laranjeiras decepciona no Equador e agora precisa vencer o jogo de volta por três gols

André Rigue, estadao.com.br

25 de junho de 2008 | 23h49

Decepcionado! Assim se sentiu o torcedor do Fluminense no dia que era para ser o mais feliz da história do clube. Na primeira partida da final da Copa Libertadores, disputada na noite desta quarta-feira, o tricolor das Laranjeiras foi massacrado pela Liga Deportiva Universitária (LDU) por 4 a 2, em partida disputada no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador.   Veja também:  Resultados e calendário  Bate-Pronto: Corinthians e Flu, uma quarta distinta  Renato Gaúcho: 'O desespero é do time equatoriano'   Com a derrota, o Fluminense terá de vencer por três gols de diferença no segundo jogo da final, no dia 2 de julho, próxima quarta-feira, no Maracanã - vale lembrar que na final da Libertadores o critério do gol fora de casa não prevalece como desempate. Todos os ingressos para este duelo já foram comercializados.   Com 106 anos de vida, o Fluminense jamais conquistou a Copa Libertadores. No Rio, Flamengo (1981) e Vasco (1998) já levantaram este título. As partidas contra a LDU são as mais importantes na história do tricolor carioca - A LDU também nunca venceu uma Libertadores. Se ganhar, será o primeiro clube equatoriano a conquistar o troféu.   Por ser uma final inédita, mais de 55 mil torcedores lotaram o Casa Blanca. A LDU prometeu sufocar o Fluminense desde o início. E o clube brasileiro, com apenas Washington no ataque, entrou nervoso em campo. Mesmo poupando o time nos jogos do Brasileirão, o técnico Renato Gaúcho não conseguiu montar um esquema capaz de parar os equatorianos.   Logo no primeiro minuto de partida, Guerrón cruzou na área do Fluminense. O atacante Bieler se antecipou à marcação do zagueiro Thiago Silva e desviou para o fundo das redes de Fernando Henrique. O Casa Blanca se transformou num caldeirão com a festa dos torcedores equatorianos, que espalharam faixas e sinalizadores pelas arquibancadas.   Curiosamente, o gol no início não desestabilizou os jogadores do Fluminense. O time foi para cima e conseguiu o empate dez minutos depois. Urrutia fez falta em Thiago Neves. O argentino Dário Conca, mesmo com a bola longe da área, foi para a cobrança. E ele bateu com maestria, no ângulo do goleiro Cevallos.   A principal jogada da LDU em todo o confronto foi os cruzamentos. E as bolas alçadas derrubaram a defesa do Fluminense. Aos 28 minutos, Luiz Alberto fez falta em Bolaños. Manso cobrou e o goleiro Fernando Henrique defendeu. No rebote, Guerrón não perdoou e colocou o time equatoriano novamente à frente do marcador.   O Fluminense pareceu ter sentido o efeito da altitude de 2.850 metros de Quito. O time simplesmente travou depois do segundo gol equatoriano. Os zagueiros Luiz Alberto e Thiago Silva não souberam se posicionar e Gabriel e Junior Cesar mostraram ineficiência na cobertura das laterais. O resultado foi catastrófico.   Aos 32 minutos, Campos se antecipou à defesa do Fluminense, após cobrança de escanteio, e desviou de cabeça para o fundo do gol.   À beira do campo, Renato Gaúcho se desesperou, mas não fez nenhuma mudança. Ele decidiu esperar o final do primeiro tempo para conversar com os jogadores. E o treinador se deu mal. Aos 45, Washington falhou ao tentar afastar uma bola em cobrança de escanteio. Urrutia, livre, quase em cima da linha, desviou e marcou o quarto da LDU.   GOL DA ESPERANÇA Depois do massacre equatoriano no primeiro tempo, a expectativa era que o Fluminense sofresse uma pressão ainda maio  LDU-EQU 4 Cevallos; Calle, Araújo     e Campo; Guerrón, Vera    , Urritia, Bolaños e Ambrossi; Manso (William Araújo) e Bieler     (Delgado) Técnico: Eduardo Bauza  Fluminense 2 Fernando Henrique, Gabriel, Luiz Alberto    , Thiago Silva e Junior Cesar; Ygor    , Arouca (Maurício), Cícero, Darío Conca e Thiago Neves (Roger); Washington     (Dodô) Técnico: Renato Gaúcho Gols: Bieler, a 1, Conca, aos 11, Guerrón, aos 28, Campo, aos 33 minutos, e Urrutia, aos 45 minutos do primeiro tempo; Thiago Neves, aos 6 minutos do segundo tempoÁrbitro: Carlos Chandía (Chile)Estádio: Casa Blanca, em Quito (Equador)r na etapa final. Mas isso não aconteceu. A LDU até que voltou a assustar nos primeiros cinco minutos com cruzamentos na área. Mas foi o time brasileiro que conseguiu balançar a rede.   Após bela troca de passes no meio-campo, o Fluminense chegou ao segundo gol com uma cabeçada de Thiago Neves, em cruzamento de Gabriel, aos seis minutos. O gol, de certa forma, assustou a LDU, que preferiu diminuir o ritmo e segurar o marcador - até os torcedores, que gritaram "olé" em boa parte do primeiro tempo, se calaram.   Renato Gaúcho tentou dar uma nova dinâmica ao Fluminense ao tirar Arouca e Washington para colocar Maurício e Dodô, respectivamente. O time conseguiu anular as descidas dos laterais equatorianos, porém não teve forças para chegar ao terceiro gol - o Flu ainda escapou de levar o quinto, após chute na trave de Urrutia, aos 43 minutos.   Agora, o Fluminense aposta tudo no jogo de volta no Maracanã, que definirá o ano do clube. Se reverter o placar, o tricolor não só ganhará a Libertadores, como irá para o Mundial da Fifa, em dezembro. Se perder, a situação nas Laranjeiras ficará complicada, já que o clube perdeu pontos importantes no Brasileirão e dificilmente conseguirá brigar pelo título deste torneio.

Tudo o que sabemos sobre:
Copa LibertadoresFluminenseLDU

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.