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Leandro e seus dribles são arma do São Paulo contra a Ponte

Na véspera da partida contra a Ponte Preta, neste sábado, às 16 horas, o atacante Leandro quebrou o silêncio. Mas pouco quis falar sobre o desentendimento com o Santos e o técnico Vanderlei Luxemburgo após o clássico da Vila Belmiro. Parece ter acatado os pedidos de Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, que o aconselhou a se preservar.?Eu estou tranqüilo. Em momento algum pensei em incitar tumulto. Aqui, ninguém cria nada de polêmica. O que aconteceu domingo é assunto encerrado. Tenho muito mais com o que me preocupar, como família, meu trabalho e a Ponte Preta?, disse o atacante, abusando nas ironias.Leandro novamente estará em campo neste sábado, com seus dribles desconcertantes que fazem a alegria da torcida são-paulina e despertam a fúria nos adversários. Dribles que tiraram do sério o zagueiro Antônio Carlos e a diretoria e torcida do Santos, no domingo passado. Vanderlei Luxemburgo também ameaçou processar o jogador. ?Deixa acontecer. Eu estou na minha?, desconversou o camisa 9. ?Estou feliz aqui no São Paulo, rindo à toa. Ainda mais agora que tive meu contrato renovado até 2009 e estamos atravessando um momento muito bom com uma seqüência de resultados positivos.?O atacante é peça importantíssima no bombardeio que Muricy Ramalho está armando pra cima da Ponte Preta no Morumbi. Leandro marcou apenas três dos 30 gols do São Paulo na temporada - 26 no Campeonato Paulista e 4 pela Libertadores. Número que ainda parece não agradar o chefe, que enfatizou os treinos de finalizações durante boa parte da semana livre.?É nossa obrigação treinar esse tipo de fundamento, mas geralmente não dá porque falta tempo para isso e existe o receio de estourar o jogador. E esse é um treino duro, que o jogador fica ali mais de uma hora. Alguns chutando no gol, outros fazendo mais de 50 cruzamentos. Tem que funcionar assim mesmo. Mas tudo aqui é programado?, justifica Muricy.O tiroteio tem como objetivo ?matar? a equipe campineira o quanto antes para já se resguardar para o confronto de quarta-feira, contra o Necaxa, pela Libertadores. De quebra, uma vitória mantém o time na briga pela dianteira do campeonato. O líder Santos, que joga domingo, está a um ponto na frente do São Paulo, que já acumula invencibilidade de 28 jogos.Na prática, porém, as coisas podem não ser tão simples assim. Vale lembrar que no último confronto, no Brasileiro do ano passado, o time penou para arrancar um empate (1 a 1), em pleno Morumbi. ?Não sei quem disse que nossa tabela é fácil. Temos outra pedreira pela frente. A Ponte melhorou muito nas últimas rodadas e tem um ótimo técnico, que é até meu parceiro. Será outro jogo para se estressar, mas vamos precisar de paciência para ganhar?, ressalta Muricy Ramalho.

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