Leão aposta em novato na lateral

Alessandro, prazer. Titular da lateral-direita diz que vem para ficar Alguém já ouviu falar em Alessandro da Conceição Pinto? Se não, é bom começar a se acostumar com esse nome. Alessandro, 23 anos, é o novo titular da lateral-direita da seleção, pelo menos na partida de quarta-feira, contra o Peru, pelas eliminatórias da Copa de 2002. Sua escalação retrata o difícil momento pelo qual passa o futebol brasileiro, principalmente na posição. É uma incógnita para os torcedores e uma aposta do técnico Emerson Leão.O jogador do Atlético-PR, que nasceu em Campos, no Estado do Rio, no entanto, mostrou personalidade no primeiro treino com a camisa da seleção. Defendeu e não se intimidou em buscar o ataque. "Sempre gostei de apoiar, é uma característica minha", contou.Já atuou por Vasco, Campo Grande, Ituano e Mirassol. É atrevido e não tem medo de dizer que gosta de partir para cima do marcador. O drible preferido é o "da vaca", em que o jogador põe a bola de um lado do adversário e pega do outro. "Nos jogos do Atlético, os torcedores sempre pedem que eu tente esse drible e, quando consigo, eles vão ao delírio." Segundo ele, a escassez de bons laterais-direitos e a convocação são uma grande chance para não sair mais da seleção. "Nos treinos ele confirmou o bom desempenho que vinha tendo pelo Atlético", elogiou Leão.Para chegar até a seleção, porém, Alessandro sofreu bastante. Filho de pais pobres, a mãe é dona-de-casa e o pai é pedreiro, passou por dificuldades na infância. Hoje, mora sozinho em Curitiba, mas manda dinheiro sempre para seus parentes, que moram em Campos. "Pelo menos nunca passei fome." Seu salário no Atlético é bem pequeno se comparado aos dos companheiros da seleção, cerca de R$ 10 mil.

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