Leão assume culpa e repensa o time

Muito irritado e nervoso com a derrota para o Equador, o técnico Emerson Leão assumiu toda a responsabilidade pelo resultado e disse que vai repensar com cuidado a lista dos próximos convocados. Ele tentou ao máximo evitar comentários sobre a atuação individual dos atletas. Mas, diante das perguntas, não se furtou a dizer por exemplo, que Rivaldo foi substituído porque não estava mesmo bem. "Não quero crucificar um atleta por uma derrota, quem tem de responder por isso é o treinador." Leão explicou que o Brasil não vem se apresentando bem nos últimos anos isoladamente. "O mundo todo vem jogando mal". Para o técnico, existe uma superação gradativa das equipes mais fracas, que estão conseguindo se nivelar com as tradicionais forças do futebol. "Isso não é surpresa para nós, da comissão técnica". Somente Silvinho sentiu os efeitos da altitude de 2.800 metros em Quito, segundo contou Leão. Por isso o ex-lateral do Corinthians foi substituído por César no segundo tempo. Se não houvesse problema, Leão escalaria outro atacante para tentar o empate. Ele defendeu os laterais Belletti e Silvinho, afirmando que eles não comprometeram, e até estiveram "relativamente" bem nos aspectos individual e coletivo. Sobre a quantidade de gols desperdiçadas por Romário, deixou escapar sua contrariedade e elogiou o goleiro Cevallos, que evitou um gol do artilheiro do Vasco, no último minuto com uma bela defesa. Leão também apontou os méritos do time do Equador, e disse esperar que o adversário de hoje jogue com o mesmo empenho as próximas partidas. O treinador da Seleção Brasileira preferiu não enumerar os erros do time, e acrescentou ainda, que sua equipe teve várias chances e poderia ter deixado Quito com uma vitória. "É difícil correr atrás nesta altitude quando se está em desvantagem. Por várias vezes, na entrevista coletiva, após o jogo, Leão pediu à assessoria de imprensa da CBF que encerrasse a conferência. Ele esquivou-se de algumas respostas e disse que vai ter tempo suficiente para "refletir, pensar e prosperar". Discordou do tom de uma pergunta em que foi questionado sobre a ausência de Cafú e Roberto Carlos. "Eles não são unanimidade; eles não são preferência nacional". Para finalizar, recorreu à velha "lenga lenga" para justificar o fracasso do Brasil em Quito. "Treinamos duas vezes, e ainda tendo de se resguardar para o jogo, mas a derrota vai nos influenciar positivamente; a gente aprende com elas."

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