Leão coleciona resultados adversos

Em oito meses na seleção, o técnico Emerson Leão já coleciona uma sucessão de resultados adversos, levando-se em conta a tradição do futebol brasileiro. E até que não foram muitos jogos nesse período. Em nove partidas, seu time venceu quatro, empatou outras quatro e perdeu uma vez, para o Equador, em Quito, pelas eliminatórias do Mundial de 2002.Todas as vitórias tornaram-se sofríveis pelas circunstâncias. A primeira delas, contra a Colômbia, em sua estréia, no final do ano passado, acabou marcada por uma reação inédita dos torcedores, no Morumbi. A equipe atuava tão mal, que muitos atiraram em campo bandeirinhas do Brasil. Quase nos descontos, Roque Júnior marcou o gol salvador.Depois, vieram dois amistosos, o empate com o México por 3 a 3 e uma vitória magra sobre os Estados Unidos, por 2 a 1, fora de casa, em outra atuação medíocre. O primeiro vexame aconteceu em Quito. O segundo, logo em seguida, com o inexpressivo time do Peru, novamente no Morumbi, em partida que terminou empatada por 1 a 1.A viagem para a Ásia, com o objetivo de disputar a Copa das Confederações, está-se tornando outro fracasso. A terceira vitória de Leão no comando da seleção foi conquistada sobre o lanterna do Campeonato Japonês, o Tokyo Verdy, por um placar tímido: 2 a 0. Mais uma vez, a seleção deixou a desejar, expondo-se duas vezes ao ridículo: de enfrentar um clube sem prestígio e de o não golear.Na estréia do torneio, venceu Camarões por 2 a 0, com uma exibição razoável nos últimos 45 minutos. Leão fez um desabafo após o jogo com os africanos. Disse que dava, em campo, a resposta para quem duvidava da força do futebol brasileiro. Dois dias depois, contra o Canadá, não pôde dizer o mesmo. O Brasil não saiu do zero e amargou outro empate. Contra o Japão, a mesma coisa.Pior de tudo isso foi a declaração do desconhecido Forrest, o goleiro do Canadá, à imprensa japonesa, logo após o jogo com o time de Leão. "O Brasil é fácil de ganhar, levamos azar."

Agencia Estado,

04 de junho de 2001 | 17h09

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