Leão confessa que é fã nº 1 de sumô

Nos dois períodos em que trabalhou no Japão, entre 1992 e 1996, o técnico Emerson Leão passou a ser um admirador confesso de sumô, uma luta marcial criada há mais de 2 mil anos, com o objetivo de aperfeiçoar o equilíbrio, em busca da exatidão espiritual, física e mental. Leão conhece as regras elementares do sumô e o nome dos principais lutadores do Japão. Sabe observar com precisão quando um daqueles homens bem gordos está acima do peso e, portanto, inapto a praticar o esporte. Nas horas de folga no Japão, o treinador da seleção costuma assistir a lutas de sumô pela TV, como fez na noite de domingo, após viagem de Tóquio para Kashima. Ele torce para os melhores e mais competitivos atletas. E explica por que a dupla que se enfrenta num ringue costuma espalhar sal pelo chão. "É para purificar o ambiente." Os rituais antes de cada embate são a parte que mais envolve Leão. "Quando os caras levantam uma perna e batem o pé, estão querendo intimidar o adversário e espantar os maus espíritos." As emissoras de TV do Japão disputam audiência com a transmissão de torneios de sumô e os jornais do país abrem grande espaço para esse esporte. Mais até do que o futebol, mesmo em época de Copa das Confederações. Há bolsas de apostas para as lutas mais concorridas e torcida particular para os "craques". Leão mesmo integra esse amplo grupo que gosta de acompanhar as grandes contendas de sumô, quando o futebol lhe oferece um descanso. "Os feras são os irmãos Takanohana e Wakanohana, os grandes campeões", conta o treinador, com conhecimento de causa.

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