Leão credita derrota à expulsão de Claiton

A expulsão do volante Claiton, aos 14 minutos do segundo tempo, contribuiu decididamente paraque o Santos acumulasse, nesta quarta-feira, a segunda derrota no Campeonato Brasileiro em três apresentações, desta vez, para o Figueirense, por 2 a 1, em Florianópolis. O técnico Emerson Leão foi enfático ao afirmar, após o jogo, que a fragilidade do time foi sentida a partir da perda de de seu volante. "Quando dois times estão jogando de igual para igual e constantemente alternando chances e um deles perde um atleta, o esquema muda. Perdemos o poder ofensivo que foideterminante para nós." Segundo o treinador, o Santos vive problemas extra-campo. Ele justificou dizendo que teveque conter dois dirigentes santistas e alguns jogadores que tentaram agredir o árbitro após a partida. Embora não admitisse publicamente, o atacante Robinho destacou após o jogo que sentiu a falta de um companheiro paratabelar na frente, principalmente a partir da expulsão do companheiro. "Fiquei um pouco isolado, mas construímos boas chancesde vencer o jogo." Ele livrou de culpa o volante Claiton pela expulsão, ao afirmar que o time foi bem ao sustentar algumas boas chances de marcar. "Perdemos nós que ficamos em campo e ele também. O campeonato está só começando e a hora temos que vencer o Cruzeiroem casa." O time santista ameaçou protestar a atuação do árbitro mineiro Alício Pena Júnior, principalmente por ter expulsado Claiton. Ovolante Paulo Almeida foi um dos que demonstraram insatisfação no apito final, porém a caminho do árbitro, foi impedido por Leão. Sérgio Manoel, que manteve sua regularidade ao marcar o terceiro gol com a camisa do alvinegro catarinense no nacional,credenciou a vitória ao papel da torcida. "Eles foram nota dez", disse o jogador, que durante a semana afirmou estar na melhor forma técnica nos últimos três anos. Companheiro de Sérgio Manoel no meio-de-campo alvinegro, Fernandes credenciou a vitória à determinação e à humildade da equipe que soube sustentar, a cada momento, a vontade constante de vencer. "A nossa pegada funcionou mais uma vez."

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 00h44

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