Leão dá prazo aos camisa 9 do Palmeiras

Émerson Leão decretou uma espécie de ultimato a seus três centroavantes: Gioino, Warley e Washington. Mas é coisa a longo prazo. O técnico deu 90 dias para que mostrem bom futebol. Caso contrário, rua. "Está na hora de eles se definirem. Até agora, nenhum abraçou a camisa 9 e levou para casa. Eles têm três meses até o final do ano para isso. Já falei que vou fazer mudanças no time para o ano que vem. E vou fazer!", disse Leão. O mais cobrado pelo treinador é Washington, que ganha nova chance como titular nesta quinta-feira contra o Coritiba, no estádio Palestra Itália (20h30) - Gioino e Warley, machucados, foram vetados pelos médicos do clube. "O Washington está disputando com ele mesmo. Está na hora de se definir", disse o treinador. Para Leão, Washington ainda não mostrou no Palmeiras o futebol que apresentou na Portuguesa durante o Campeonato Paulista. "É outro nível de campeonato. A cobrança e a responsabilidade aqui são maiores. Ele se destacou num campeonato padrão nota 5. Agora, nós damos as condições para que ele seja um nota 7", diz Leão. O treinador está tentando mexer com a cabeça de Washington. Tem percebido que o atacante não vem mostrando muita confiança nos treinamentos. Até nas entrevistas coletivas, o ex-jogador da Portuguesa ainda se acanha diante dos jornalistas. Exemplo: segunda-feira, mesmo sendo lembrado que Gioino e Warley não jogariam diante do Coritiba, Washington disse que não se via como titular da camisa 9. "Depende do professor", afirmou ele. O meia-atacante Marcinho, artilheiro do Campeonato Brasileiro (14 gols), tem notado que essa timidez pode ser prejudicial a Washington. "Temos feito de tudo para que os que entram na equipe se sintam confiantes. É claro que esse entra-e-sai no ataque atrapalha. Mas quem entra tem de tentar agarrar a chance. E nós tentamos ajudá-lo para o bem do time". Marcinho é o único titular absoluto do meio para a frente. Todos os outros já experimentaram a sensação de treinar na equipe de baixo nos últimos dias - dentre eles, Juninho e Pedrinho. Nesta terça, Leão fez mais dois testes: escalou Baiano como titular da lateral direita e colocou Corrêa como volante, no lugar de Roger. "O Corrêa é mais técnico; o Roger é mais marcador. Preciso ter essas duas alternativas bem definidas", justificou Leão. Outra novidade no treino desta terça foi a presença de Muñoz. O atacante colombiano não disputava um coletivo havia 14 meses, desde que rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Muñoz, porém, ainda não tem condições de sequer ficar no banco de reservas, segundo Leão.Sendo assim, com Warley e Gioino machucados, além de Cláudio na seleção brasileira sub-17, Leão não terá nenhum atacante à disposição no banco. Se quiser alterar o ataque, terá de improvisar. "O Diego e o Pedrinho podem jogar mais à frente, caso necessário", afirmou o treinador.

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