Leão dispara contra legião de estrangeiros no Santos

'São reforços que assustam, mas vamos ver de perto. Não sei absolutamente nada deles', diz o treinador

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2008 | 18h16

Marcelo Teixeira se enganou se pensava que Leão iria se sentir aliviado com a chegada do 'pacote' de jogadores estrangeiros para mudar a cara do Santos no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América. "São reforços que assustam, mas vamos ver de perto. Não sei absolutamente nada deles", disse o treinador nesta terça-feira cedo.  Até esta terça à noite, estavam confirmadas as contratações dos meias Michael 'Jackson' Quiñonez, equatoriano de 21 anos de idade, e Molina, colombiano de 27, além do centroavante Sebástian Pinto, chileno de 21. Mas a qualquer momento pode chegar ao Centro de Treinamento Rei Pelé o quarto estrangeiro: o centroavante Mariano Tripodi, argentino de 21 anos. "Nenhum deles foi indicado por mim", repetiu Leão.  O único jogador de fora que despertou o interesse de Leão é um colombiano que estava atuando por um clube do Peru. O técnico santista viu vários gols e lances desse jogador em um DVD e ficou impressionado. O tal jogador esteve perto de ser contratado pelo Santos na semana passada e agora volta a ser cogitado. Pode ser Johnnier Montaño, de 25 anos, meia de grande habilidade e bom finalizador. Ele assinou contrato com Alianza, de Lima, mas tem um pré-contrato com outro clube. Aos 16 anos, Montaño foi convocado para a Seleção Colombiana para a Copa América de 1999 e é, até hoje o mais jovem jogador a integrar a seleção do país. Leão estava de acordo com Teixeira quando o presidente disse, após a derrota contra o Barueri, na Vila Belmiro, que o Santos não podia correr o risco de contratar apenas para dar satisfação à torcida, sem levar em conta a qualidade dos reforços. "As coisas são mais sérias do que podemos imaginar porque diz respeito ao futuro do Santos. Não se pode correr certos riscos", desabafou o técnico.  Ele sabe que com as contratações para tapar o sol com a peneira, a direção santista não procurou solucionar problemas e sim transferir responsabilidade. Se o time não for bem na Libertadores, a diretoria terá a desculpa que fez várias contratações e que o resto não dependia dela.  "Quando eu cheguei, coloquei aquilo que eu pretendia e o que o Santos ia precisar. Não foi possível em razão de problemas financeiras. Agora o clube está trazendo reforços sem gastar nada, com a ajuda de proprietário de jogadores. Mas não se deve brigar no momento errado. Vamos primeiro ver como se comportam as novidades. Eu não sou obrigado a escalá-los. Se isso tivesse sido posto pelo Marcelo, eu não estaria aqui agora dando entrevista para vocês", desabafou o treinador. Dos três reforços que devem ser apresentados nesta quarta à imprensa, Leão disse que se lembra apenas do meia Molina que jogou contra o Santos na Copa Libertadores de 2003. "Isso foi há cinco anos e em cinco anos, muda muita coisa no futebol. Mas, se eu falar mal dos atletas, estarei pré julgando. Eles não têm culpa e não posso fazer cara feia. Eram foram buscados", concluiu.

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