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Leão diz que ainda espera 2 reforços

O técnico Emerson Leão nunca escondeu que a equipe do São Paulo é limitada. Desde a sua chegada, sempre deixou claro que trabalha com um grupo pequeno de jogadores. Agora, prestes a faturar o Campeonato Paulista (chance de 99,99%), Leão não quer que este título sirva de ?desculpa? para que a diretoria ignore a necessidade da contratação de reforços. Esclarece: "Assumi o São Paulo no meio de um campeonato, peguei um time cheio de problemas e consegui solucionar. A base foi mantida, perdemos mais alguns jogadores e, mesmo assim, a equipe está invicta. Quero deixar bem claro que ainda não esqueci daqueles dois reforços que pedi no início do ano", cobra o técnico. Não é novidade que quer, pelo menos, um bom lateral-direito e um meia criativo. Quer jogadores experientes, e não atletas para integrar o elenco. Apesar de um início de ano impecável e a série invicta de 18 jogos (15 pelo Campeonato Paulista e três pela Libertadores), Leão é muito realista e pé no chão. "Nosso time não tem estrelas. Tem jogadores postulantes a elogios. E, por isso, não está entre os favoritos, não. É uma equipe que pode ser colocada entre os prováveis, e nós vamos assumir essa condição de prováveis." O treinador usa o próprio Campeonato Paulista como exemplo. "No início, Santos e Corinthians foram apontados como favoritos com toda a razão, porque investiram em grandes contratações. Nós não. Então, não podemos ser taxados de vencedores e favoritos. Temos condição de brigar, mas favoritos não somos", complementa. Rogério Ceni concorda com Leão. "Não é a melhor equipe, mas talvez seja uma das mais competitivas que defendi nos últimos anos. É um time que não se entrega nunca, e que muitas vezes saiu atrás no marcador e conseguiu a virada. Tem jogadores muito fortes, e que nenhum adversário conseguiu superar fisicamente. E se continuar assim, vai ser difícil superar o São Paulo", avisa o goleiro. Sobre a invencibilidade, aliás, Leão promete que o São Paulo continuará lutando por essa meta mesmo que o título seja confirmado na quinta-feira, sobre a Portuguesa, no Pacaembu. "Importante é ser campeão e, se acontecer de forma invicta, será mais importante ainda. Tudo que é conquistado com um brilho maior é melhor para a torcida, mas nós temos de ser profissionais. Todo mundo está querendo acabar com isso. O problema é que a nossa responsabilidade passará a ser maior nas outras competições. Estamos conquistando um espaço muito grande, mas precisamos saber nos movimentar dentro deste espaço." Leão não demonstra, mas o título invicto seria muito importante para a sua carreira. Em 72, defendendo o gol do Palmeiras, Leão sente o gostinho de ser campeão paulista de forma invicta. Trinta e três anos depois, está muito próximo de repetir o feito. Explica: "Está sendo diferente. Em 72, enfrentamos uma pressão constante, porque o São Paulo acompanhou o Palmeiras até o último jogo. Agora, nós abdicamos da vaidade para jogar um futebol solidário." Com o título, quer que a postura da torcida mude e pare de cobrar os jogadores. "Nunca fomos covardes e nunca amarelamos, não. Aqui não tem pipoqueiro."

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