Leão e Diego batem boca: saiu faísca

Desta vez, o que se comentava apenas na Vila Belmiro foi mostrado para o Brasil inteiro: a relação entre o técnico Emerson Leão e o meia Diego está muito desgastada. A substituição do jogador, aos 14 minutos do segundo tempo, originou ríspida discussão com Leão. Diego dirigiu-se ao banco de reservas e Leão passou a mão em sua cabeça, para consolá-lo. Ouviu uma resposta dura e incomum: ?P..., c..., professor, de novo?? O técnico irritou-se com o que considerou uma insubordinação e também respondeu com palavrões, seguidos de uma ordem: ?Vai sentar, moleque.? Na saída do campo, Leão falou pouco sobre o caso. ?Fiz a substituição que achei que deveria fazer. E o jogador não tem direito de reclamar.? Diego tentou desmentir a discussão. ?Eu só estava falando do juiz, nada sobre o jogo. Só sei que, enquanto estive em campo, fiz a minha parte.? No vestiário, apenas Leão atendeu aos jornalistas. E recusou-se a falar sobre Diego. Respondeu pela metade a um pedido de comparação entre Marcinho e Diego. ?Pedi marcação forte sobre o Marcinho e o Mineiro. São eles que resolvem sempre e desta vez não fomos bem nessa marcação.? E o Diego? ?Não falo sobre o Diego?, disse. E, muito educadamente, abortou um início de pergunta que falava sobre a substituição de Diego. ?Não vou falar sobre isso, já disse.? Diego tem jogado mal. Não fez gol pelo Santos em 2004. Foi substituído em oito das 13 partidas que jogou. O último gol foi em 7 de dezembro, contra o Grêmio, na Vila. Mesmo assim, deve ir para a Europa no segundo semestre. Alugou casa em Sant?Angelo Lodigiano, cidadezinha a 18 quilômetros de Milão. O contrato de Diego termina em julho de 2005. Seis meses antes, pode assinar um pré-contrato. A última chance de o Santos lucrar com ele é vendê-lo no meio deste ano.

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