Leão evita falar sobre proposta do Palmeiras

SÃO PAULO - O técnico Emerson Leão, atualmente no São Caetano, e um dos nomes mais cotados para assumir a equipe do Palmeiras no lugar de Luiz Felipe Scolari, demitido nesta quinta-feira, não descarta a possibilidade de retornar ao time alviverde, mas mantém a cautela.

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2012 | 18h00

"Nesse momento, estou em Natal e minha preocupação é ir para o treinamento dirigir o São Caetano para o jogo contra o América-RN", disse o treinador, em rápido contato com o Estado.

Leão disse que é amigo de Felipão e de Tirone, por isso, preferia não falar do assunto. "Me ligaram falando que o Tirone já demitiu o Felipão e perguntaram se eu aceitaria assumir o Palmeiras. Perguntei ao rapaz: 'Você é o Tirone? Não, né? Então não tem como falar que o Felipão foi demitido e eu que eu iria para o seu lugar'. Tanto o Tirone como o Felipão são meus amigos, não tenho que ficar falando sobre especulações", disse o treinador, que negou ter conversado com algum dirigente do Palmeiras.

Entretanto, Leão tem uma ligação muito forte com o Palmeiras e com Tirone e é conhecido por chegar nos clubes e conseguir dar um novo ânimo ao elenco. O que pode jogar contra o ex-goleiro é o fato dele não ser bem visto por boa parte da torcida, que desde o início das especulações em cima de seu nome, tem se mostrado contra o retorno dele ao clube. Leão já dirigiu o Palmeiras duas vezes. Entre 1989 e 90 e entre 2005 e 2006.

Emerson Leão chegou ao São Caetano há menos de 15 dias. Em entrevista a rádio Estadão/ESPN, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, disse que não aceita liberar o treinador para o Palmeiras. Mas a boa relação entre os clubes pode facilitar a negociação.

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