Leão fica mais perto do Palmeiras

A sombra de Leão está cada vez mais forte sobre o trabalho de Paulo Bonamigo. O técnico, que era comentado para substituir Gallo, do Santos, Márcio, do Corinthians, e Bonamigo, fica mais próximo do Parque Antártica depois do jogo de hoje, apesar de tentativas de desmentidos. Ílton José da Costa, gerente de futebol do Palmeiras, por exemplo, teve palavras contraditórias sobre o trabalho de Paulo Bonamigo. Não bancou a sua presença. "Por mim, ele fica, está trabalhando muito bem, mas amanhã vamos fazer uma reunião para traçar os planos de nosso trabalho. Vamos analisar as coisas como estão e ver o que fazer", disse. Os números da campanha de Paulo Bonamigo são um argumento fortíssimo para quem defende a contratação de Emerson Leão. Com seu técnico atual, o Palmeiras disputou 15 jogos e venceu apenas cinco. Perdeu oito e empatou duas. Para Ílton José Da Costa, são números que não refletem o trabalho feito no Palmeiras. "Resultado de jogo não é o reflexo real do trabalho feito fora de campo. Repito que os resultados não significam o produto do trabalho, não são o resultado do que foi feito. Se Ílton José da Costa foi contraditório, Baiano parecia acreditar que todos no Morumbi não enxergam bem. "Eu não chutei a bola no Tevez. Não quis acertar ele. Foi um ato de desesperto. Eu vi o pessoal do Corinthians vindo para cima de mim e chutei a bola que acertou nele." Para Baiano, os brasileiros não deveriam ter Tevez como um ídolo. "A gente esquece muito rápido as coisas que acontecem. O que eles fazem contra a nossa Seleção, por exemplo. Só posso dizer que não gostaria que esses argentinos não sofressem no Brasil o que eu sofri no país deles", disse o ex-jogador do Boca Juniors. Ele conta que sua vida, dentro de campo, tornou-se um inferno depois que Desábato foi preso, no Morumbi, por ofensas racistas a Grafite. "Depois do caso do Grafite, muita coisa ruim aconteceu comigo. Não com o pessoal do Boca, que sempre me tratou bem, mas contra os outros times. Apanhei muito, era pancada de todo o lado. Vai jogar na Argentina para ver como é bom. Por isso, acho que os argentinos que estão aqui, não têm motivo para reclamar, não. Eles são até ídolos, não são? Baiano conta que a irritação com Tevez não teve a ver com uma cusparada que o argentino teria lhe dado, sem acertar. "Não vi nada disso. Estou sabendo agora. Minha bronca é porque não gosto de palhaçada em campo. Ele veio com isso. E a bola nem acertou nele. Foi igual aquele lance do Rivaldo na Copa do Mundo. Eu acho que o Tevez não pode ser ídolo o Brasil, só isso. O povo argentino sempre me respeitou, mas os jogadores, não." Lúcio também demonstrou que jogador argentino não é sua maior predileção futebolística. "O Tevez não joga no meu time. Temos bons atacantes. E do Mascherano, não vou falar. Só sei que vai ter outros jogos entre nós." Pedrinho apontou uma solução tão prática como difícil de alcançar nesse período do Palmeiras. "Precisamos ganhar três partidas seguidas para embalar."

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