Leão não economiza crítica aos jogadores

Ao contrário do que costuma fazer ao arrumar desculpas e culpados para explicar as derrotas do Santos, desta vez o técnico Émerson Leão não pode reclamar de nada e se viu obrigado a reconhecer méritos na vitória do adversário. Ele foi implacável na análise de seu time. "Fomos muito mal em tudo. Mal no jogo, mal na parte técnica, mal na parte psicológica. Temos que aceitar esta derrota e agradecer por não ter sofrido mais gols." O técnico evitou comentar a substituição de Diego, aos 13 minutos do segundo tempo. Mas não quis deixar nenhuma dúvida sobre a sua autoridade. "Ele (Diego) não tem do que reclamar." Sobre a escalação de Basílio desde o início do jogo, o técnico justificou como uma alternativa de velocidade. Mas ele achou que o time errou muitos passes, dificultanto a ação dos atacantes. "Fizemos um espetáculo muito feio. Este não é o Santos", finalizou Leão, que de última hora cancelou sua viagem para o Mato Grosso, em Barra do Garças, onde tem uma fazenda e resolveria problemas particulares. Em princípio, ele deixaria os vestiários logo após o jogo, mas devido ao desastre em campo preferiu ficar para enfrentar a imprensa, representando os jogadores. Não havia mais tempo nem clima para viagem. Eliminado do Campeonato Paulista, o Santos ficará mais um ano na fila. Sua última conquista aconteceu em 1984, quando venceu o Corinthians, por 1 a 0, na final. Resta agora, continuar brigando pelo título da Taça Libertadores da América. Seu próximo jogo será diante do Jorge Wilstermann, da Bolívia, dia 14 de abril, pela sexta rodada do Grupo 6, do qual é líder e já está classificado.

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