Leão não se ilude: 'Ainda estamos no vermelho'

'Houve uma evolução, mas ainda somos devedores', diz o técnico sob o mau começo na temporada 2008

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2008 | 18h29

Leão está orgulhoso pela rápida resposta que o Santos deu em campo nos dois últimos jogos, depois de ser visto como um dos candidatos ao rebaixamento, e até acredita na classificação para as semifinais do Campeonato Paulista. Porém, não se ilude. "Sem dúvida, houve uma evolução, mas ainda somos devedores e estamos no vermelho", analisa o treinador, enfatizando ainda sentir a necessidade de fazer inúmeras correções no time. A principal delas é a entrada do ex-são-paulino Fabão, a mais importante contratação santista, pedida por ele, para ser o líder da zaga. Na manhã desta quarta-feira, o zagueiro participou sem restrições do seu terceiro coletivo, depois da recuperação da fratura no tornozelo esquerdo. Além de demonstrar resistência física, entrou em divididas sem receio e, se continuar evoluindo, será o substituto de Evaldo - este cumpre suspensão pela expulsão contra o Ituano e vai passar por uma "reciclagem" - para o jogo contra a Sertãozinho, sábado, às 18h10, em Sertãozinho. "Não podemos nos esquecer de que, até chegar a essa formação, fizemos várias experiências. Mudamos os laterais [inicialmente os titulares foram Filipi na direita; Kléber e depois Alex na esquerda], a zaga, o meio-de-campo e o ataque", disse o técnico. "Ainda há muita coisa a ser feita. Atingir a perfeição é impossível, mas poderemos melhorar muito", acrescenta. Leão vai continuar com as experiências, para descobrir alternativas para quando não puder escalar jogadores que mudaram a cara do time, como Molina, Trípodi e Wesley, além de pensar em Sebastián Pinto para fazer as funções de uma espécie de segundo Kléber Pereira no grupo. O entusiasmo do técnico é compartilhado pelos jogadores. No começo do ano, o futuro de Denis era incerto, diante da lenta recuperação da segunda lesão grave no joelho. A nova comissão técnica lhe deu atenção especial e, contra o Ituano, ele disputou seu quinto jogo na temporada. "Ainda não estou 100%, mas tenho melhorado de jogo para jogo. Contra Guarani e Ituano, não apenas eu, mas toda a equipe subiu de produção", disse Denis, que faz planos para voltar a ser visto como jogador de seleção brasileira, como antes da primeira contusão, quando esteve perto de ser chamado por Dunga. Denis é considerado peça importante no esquema de Leão, que prefere armar o time com dois zagueiros e dois laterais que apóiem bem o ataque, o que o jogador contratado pelo Santos no Ipatinga-MG acredita já conseguir fazer. "Fiquei feliz quando acertei o cruzamento para o gol de Kléber Pereira contra o Guarani. Senti que estou voltando a jogar como antes. Na verdade, nem foi um cruzamento, mas uma bola enfiada, que facilita muito para o atacante", explicou o lateral, que concorda quando Leão o substitui por precaução. "A vontade de voltar a jogar como antes é tão grande que às vezes exagero, correndo além do normal para um jogador que vem de um longo período parado", completou. ROUPA NOVASerá lançado nesta segunda-feira, às 11h30, no Hotel Caesar Business Faria Lima, em São Paulo, o novo terceiro uniforme do Santos,em homenagem à primeira camisa do clube, usada em 1912, que era azul.

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