Leão não teme mudar esquema do time

O técnico do São Paulo, Émerson Leão, comentou com naturalidade a mudança do esquema tático durante a vitória sobre o América, por 4 a 3, neste domingo à tarde, no Teixeirão. No intervalo, ele abandonou o esquema 4-4-2 para o 3-5-2 com a entrada do zagueiro Fabão no lugar do meio-campista Marco Antônio. Leão prefere o ortodoxo 4-4-2 e garante que o período de transição do esquema acontecerá com naturalidade. "É claro que estou fazendo isso com muito cuidado. Tenho 42 anos de futebol, além de ser um ex-goleiro. Nossos meias ainda não estão bem fisicamente e não dão a cobertura desejada para nossos zagueiros. Por isso, o esquema 3-5-2 funcionou bem no segundo tempo", explicou.Ele ainda justificou os três gols sofridos. "Por isso está saindo tanto gol no campeonato. Nós tivemos mais erros individuais, o que também é normal nestas circunstâncias", finalizou seu raciocínio.O lateral-direito Cicinho vibrava com a volta do antigo esquema com três zagueiros, adotado no segundo tempo com a entrada do zagueiro Fabão. "Estava difícil no primeiro tempo, porque tanto eu como o Júnior vínhamos sofrendo marcação individual. No segundo tempo, ganhamos liberdade e pudemos criar muitas chances, assim até marquei meu gol", explicou. De volta ao time, Fabão não escondeu a satisfação por sua atuação: "Achei que fiz o que o professor Leão pediu. Acho que vamos acertar mais alguns detalhes na marcação no trabalho do dia-a-dia".Não teve como Leão não comentar, de novo, a utilização do meia Falcão, considerado o melhor jogador de futsal do mundo e ainda se adaptando ao futebol de campo. "A torcida não precisa gastar a voz comigo. Eu sei o que estou fazendo e tudo vai acontecer normalmente". Falcão, que deu um bicicleta nos últimos minutos, concorda plenamente com a posição do técnico. "O Leão está me colocando devagar. Mas ainda falta muito para me adaptar e para provar minhas condições de jogar".Artilheiro - Um dos jogadores mais festejados nos vestiários era o goleiro Rogério Ceni, que marcou o terceiro gol do jogo, de falta, o seu 34º na carreira - 30 de falta e quatro de pênaltis. "Ofereço este gol às minhas filhas, que ficam mais ao lado da mãe do que do pai". No sábado ele completou 32 anos a vitória sobre o América acabou sendo seu maior presente no domingo.

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