Leão não teme represálias na Argentina

A imagem de Leandro Desábato algemado está em todos os jornais da Argentina. Um ingrediente a mais na eterna rivalidade entre os dois países. E que pode adicionar riscos a uma viagem do São Paulo a Buenos Aires nas fases seguintes da Libertadores. Mas isso não tira o sono do técnico Leão. "Não tenho o menor medo de jogar lá. Nós não fizemos nada de errado e é sempre bom lembrar que o risco que se corre lá também se corre aqui", avisou.A situação do jogador argentino, que teve de passar duas noites na prisão, não incomodou Leão. "Não tenho pena de nada. Tudo foi feito conforme a lei. Se tivesse sido indiciado por racismo, nem fiança teria. Então, não se pode reclamar de nada. E quem o viu na delegacia sabe que ele sempre teve uma posição arrogante lá dentro, não achava que seria preso. Depois, ficou calminho", contou o treinador do São Paulo.Leão também não poupou Maradona, o maior ídolo argentino, que defendeu Desábato, argumentando que ele não poderia ser considerado vilão por uma situação que acontece muitas vezes em um campo de futebol. "O Maradona tem muitos problemas que a gente conhece e não sei se o cérebro dele está funcionando normalmente", afirmou.Time misto - Para a partida de domingo contra o Mogi, fora de casa, Leão optou por poupar alguns jogadores. Danilo, com dores no nariz por conta de uma cotovelada, Mineiro, com dores no joelho, e Josué, com dores na perna, vão descansar. Júnior e Luizão estão suspensos por acúmulo de cartões e Tardelli foi punido por chegar atrasado ao treino.Sem um lateral-esquerdo de ofício - Fábio Santos participa de um torneio no Chile com a seleção Sub-20 -, Leão terá de improvisar. Jean terá uma chance como ala. Quando avançar, sua posição será coberta por Renan ou Alê e Marco Antonio deverá recuar para ser o segundo volante. E Vélber pode ser escalado como companheiro de Grafite no jogo de domingo. Souza é outra opção.

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