Leão reclama da demora para marcar o pênalti

Para o treinador santista, exitação do árbitro foi o que gerou toda a confusão no lance do terceiro gol

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2008 | 21h20

Para o técnico Emerson Leão, o único problema na arbitragem de Guilherme Cereta de Lima, na vitória do Santos sobre o Noroeste, neste domingo, por 3 a 2, foi ter demorado em confirmar o pênalti que deu origem ao terceiro gol. "O problema todo foi a demora em confirmar o lance. Todo mundo viu o toque de mão, mas foram cinco minutos entre o lance e a cobrança."  Veja também: Santos sofre para vencer o Noroeste na Vila Belmiro Ouça os gols da partida, pela Eldorado/ESPN Do outro lado, Marcio Bitencourt, técnico do Noroeste, também reclamou do vacilo da arbitragem, que abriu margem para a pressão dos santistas. "Ele estava de frente para o lance e não tinha marcado o pênalti. Só que depois ele voltou a atrás, sendo que o Domingo havia ido pressionar o auxiliar. Isto acho que foi primordial para a marcação do pênalti." Bitencourt voltou a pedir a profissionalização dos árbitros como medida para reprimir os erros. "Eu tenho que tomar cuidado com as coisas que faço, porque posso estar na rua amanhã. O arbitro, não", disse. "Ele toma um gancho de alguns jogos quando faz bobagem, mas acaba voltando", continuou o treinador. "Espero estar vivo para poder ver o dia em que as coisas serão diferentes. O árbitro tem de ser profissional, assim como acontece nas outras funções do futebol e, se fizer bobagem, perde o emprego." VACILOSSobre o jogo, Leão voltou a criticar os vacilos do time do Santos, em especial da marcação de Carleto. "O jogo estava resolvido no primeiro tempo, quando o time fez 2 a 0. Só que outra vez tomamos um gol por descuido e outra vez foi numa jogada nas costas do nosso lateral-esquerdo." ALÍVIOKléber Pereira voltou a fazer dois gols - um na cobrança de pênalti - como contra o Guarani e o Ituano, mas desta vez os heróis da vitória santista foram os zagueiros Betão e Domingos. O ex-corintiano abriu o caminho para o time ganhar três pontos com o gol que marcou aos 3 minutos, num chute da intermediária, E Domingos fez mais ainda: convenceu o auxiliar Edvanio Ferreira Duarte a mudar a opinião do juiz Guilherme Cereta de Lima, que havia ignorado um pênalti cometido pela defesa do Noroeste. E, na cobrança, Kléber Pereira converteu, fazendo o seu segundo gol, o da vitória por 3 a 2.  "Decidi arriscar e graças a Deus a bola entrou", disse Betão, que calou uma parte da torcida do Santos que se revoltou com a sua contratação e exigiu que fosse mandado embora depois do primeiro jogo do zagueiro. "Tive que readquirir a confiança com o passar dos jogos. A gente sempre tem que espelhar em Deus, futebol vive na fronteira do céu e do inferno", admitiu.

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