Leão reconhece superioridade francesa

O técnico Leão, a exemplo do coordenador da seleção brasileira, Antônio Lopes, também reconheceu a atual superioridade da seleção francesa, que derrotou a brasileira por 3 a 0 na final da Copa do Mundo de 1998. "Deixar de ser primeiro do mundo nunca é bom, mas a França cresceu e a realidade é essa. Não vou analisar se os critérios são ou não justos." O técnico se irritou com os que o colocam como o principal responsável pela decadência da seleção. "Tenho culpa, sim, porque só consegui ganhar uma das quatro copas do mundo que disputei (a de 1970, como goleiro reserva)", disse. Leão prometeu anunciar sexta-feira a lista definitiva de jogadores convocados para a Copa das Confederações. E foi irônico. "As pessoas diziam que a Copa das Confederações não era importante, mas quem quer voltar a ser primeiro colocado do ranking tem de ganhar essa competição." O técnico também lembrou que a seleção argentina, líder das eliminatórias da América do Sul, "formou uma boa base há quatro anos e vem colhendo os frutos". "Eles passaram por dificuldades, montaram uma base e estão colhendo os frutos agora." Por tudo isso, Leão considera que a queda no ranking é um "sinal de alerta" para o futebol brasileiro.Parreira - Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 1994 e técnico que levou o Brasil pela primeira vez à liderança do ranking, em setembro de 1993, concorda com Leão e Lopes. Ele acha justa a posição da França e também utiliza o termo "alerta" para definir o atual estágio vivido futebol brasileiro. "O Brasil tem condições de voltar à liderança se fizer boa campanha nas eliminatórias e na Copa das Confederações, mas a queda serve como um alerta do que precisa ser feito. O Leão precisa de tranqüilidade para trabalhar."

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