Leão: responsabilidade é dobrada

Emerson Leão é, novamente, o técnico do Santos e acha que aumentou sua responsabilidade neste retorno. "A realidade hoje é diferente, os objetivos mais fortes e as dificuldades maiores." Por isso, confessou que está preocupado com sua volta e vê isso como positivo. "Quando alguém está preocupado, trabalha no limite máximo; conheço meu limite a acho que vai dar certo." O treinador entende que é preciso ter os pés no chão. "Não estamos prometendo fantasias, sonhos; prometemos realidade." Quando foi contratado, Leão recebeu da diretoria a informação completa sobre o trabalho que deve desenvolver na Vila Belmiro e sabe que terá de trabalhar com as revelações do clube e descobrir novos talentos. "Vamos abusar do direito de ter esses jogadores formados aqui, desde que eles tenham competência." Ele tem uma visão clara sobre o assunto. "Se o grupo for só de jovens, espera-se um tipo de resultado e é preciso dar uma retaguarda de sustentação, pois é dado a eles o direito de errar." Por outro lado, Leão entende que "aquele que busca o imediatismo de resultado e de título, nem sempre pode errar dentro de campo." Segundo o treinador, a política do Santos está definida. "Vamos formar uma base junto com esses garotos." Isso significa que o time será reforçado e ele espera pelo menos um craque. "Talento decide jogo e vamos buscar dentro da política do clube." Sobre Léo, que está renovando contrato, Leão conta com sua permanência, mas espera "a compreensão dele também." O recado foi direto: se depender de sua vontade, o lateral continuará jogando pelo Santos e isso depende dele se enquadrar na política salarial do clube. Já em relação a Robert, lembrou que está emprestado ao São Caetano e não conta muito com seu regresso. É que o jogador pode continuar no time do ABC até o fim do ano e não esconde que pretende disputar o mundial de clubes. Além do elenco atual, alguns santistas estão retornando de empréstimo e serão observados pelo treinador. Leão é o oitavo técnico do Santos desde que Marcelo Teixeira assumiu a presidência. Em sua primeira passagem pela Vila, de 20 meses, conquistou a Copa Conmebol em 1998 e levou o time à final do Rio-São Paulo no ano seguinte. Sob seu comando, seu time jogou 109 partidas, venceu 53, empatou 32 e perdeu 24. O treinador fez questão de salientar que seu retorno à Vila Belmiro ocorreu por mérito, negando que Eduardo José Farah, presidente da Federação Paulista de Futebol e seu sócio numa fazenda, tenha tido qualquer interferência em sua contratação.

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