Leão se nega a falar sobre Edmundo

Edmundo se emocionou na quarta-feira à noite ao se reencontrar com a torcida do Palmeiras no Palestra Itália. Foi ovacionado, fez declarações de amor ao clube que defendeu por dois anos e meio na década de 90 e, apesar de marcar os gols do Figueirense no empate, por 2 a 2, afirmou que, se convidado, gostaria de voltar a vestir o uniforme verde e branco. Mas o atacante de 34 anos não tem mais espaço no clube. Principalmente, enquanto Emerson Leão for o técnico. ?Vou fazer que não ouvi sua pergunta?, disse o treinador, ao ser perguntado se havia a possibilidade de trabalhar com o veterano. ?O Edmundo vai se destacar sempre se não houver uma marcação correta. Se houver, ele vai ser subtituído sempre?, afirmou Leão, depois do jogo no vestiário do Palestra Itália. No jogo de quarta-feira, Leão destacou o volante Roger para fazer marcação individual sobre Edmundo. Mas além dos dois gols, de pênalti, o ?Animal? ainda construiu outras jogadas perigosas para o time catarinense. ?Se arrependimento matasse, eu estava morto?, disse o jogador, referindo-se a sua saída do clube em 1995, quando foi jogar no Flamengo, ao lado de Romário e Sávio. O ?ataque dos sonhos?, dirigido por Vanderlei Luxemburgo naufragou e o máximo que conseguiu foi o vice-campeonato carioca. Exceto no Vasco, em 1997, quando ganhou o título brasileiro e foi o artilheiro da competição, Edmundo nunca mais teve grande desempenho. Em 133 jogos pelo Palmeiras foram 65 gols. Dois títulos brasileiros e dois paulistas. Se Leão não pode nem ouvir falar de Edmundo, o volante Marcinho Guerreiro acredita que ele poderia ser um bom reforço. ?É um jogador que desequilibra.? Aliás, esta é a característica que o treinador exige que os reforços tenham para a próxima temporada. Leão admitiu, após o empate contra o Figueirense, que o Palmeiras é um time limitado. ?A equipe se recuperou muito no campeonato. Atingiu a quinta colocação, mas está em um momento de definição e falta este algo a mais para obter as vitórias importantes.? O treinador não concordou com as críticas da torcida em cima do lateral-direito Baiano após a partida. Apesar do gol e do bom futebol, os torcedores não perdoaram sua falha e o toque de mão na bola na jogada que proporcionou o gol de empate do Figueirense no último minuto. ?Existem alguns jogadores aqui que acertam 99 jogadas e erram uma e a torcida não perdoa. Outros erram 99 e acertam uma e ninguém fala nada.?

Agencia Estado,

27 de outubro de 2005 | 19h43

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