Leão sente falta dos meninos em treino

O Santos treinou nesta terça-feira em silêncio e demorou pouco para que todos percebessem o motivo de tanta tranqüilidade: era a ausência de Diego e Robinho, convocados para o amistoso da seleção brasileira contra o México, e que estão sempre brincando e agitando o grupo. Até o técnico Leão comentou a falta dos pródigos garotos da Vila. "Houve menos barulho nos treinamentos porque eles são dois garotos que usam o volume muito alto, estão sempre sorrindo e isso é próprio da idade e do ambiente que favorece esse tipo de relação".O treinador espera que eles aproveitem a chance dada por Carlos Alberto Parreira. "Eles precisam ter o aproveitamento ideal para uma primeira vez na seleção". Para isso, não precisam, necessariamente, entrar em campo. "Todos pensam que o aproveitamento ideal é aquele em que o atleta joga, mas às vezes o relacionamento com a equipe de trabalho na seleção brasileira é melhor que o próprio jogo". Mesmo assim, Leão disse que espera que Diego e Robinho "mostrem dentro de campo sua capacidade, mas também se tornem na seleção os simpáticos bons meninos que são no Santos".Dúvida - Leão ainda não definiu o time que enfrentará o Criciúma no domingo. Para a vaga de Diego, ele revela que tem Elano, Fabiano ou ainda escalar Renato mais à frente, colocando outro atleta - Daniel ou Alexandre - na função de segundo volante. Seu maior problema, como ele mesmo admite, está no ataque. O substituto natural de Ricardo Oliveira seria William, mas nesta terça-feira ele deixou o campo sentindo dores na coxa. O atleta disse que terá condições de jogar se for escalado por Leão. "É uma dor pequena e até o dia do jogo não terei mais nada", previu.Quem espera uma oportunidade de começar jogando é Douglas, que entrou no segundo tempo da partida de domingo, contra o Fortaleza, e marcou um gol. "O professor ainda não conversou com a gente e não tivemos um coletivo, mas se ele optar por mim, estou pronto". Caso isso não aconteça, espera ficar no banco. Segundo ele, Leão está sempre se olho no grupo e dá toda a atenção aos jogadores. "Não só aos 11 titulares, mas trata a todos como iguais".

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