Leão tira ?estrelas? e time melhora

Com muita coragem, Leão foi direto ao apontar o motivo que fez o Santos escapar da derrota neste domingo diante do Palmeiras. Ele assumiu que o empate (2 a 2) veio quando tirou Diego e Paulo Almeida do time no intervalo. ?Tirei as estrelas do grupo. Era preciso para que o time ganhasse outra atitude de campo. Mexi em dois jogadores da Seleção Brasileira sem problema. O que importa aqui é o Santos conseguir os resultados. Não interessa quem esteja em campo?, disse, duro.Leão não se preocupou em seguir o que vários treinadores fariam. Diego estava sendo chamado de pipoqueiro no início da partida pelos palmeirenses. No final do primeiro tempo, os santistas se juntaram ao coro. O técnico não quis insistir no meia. ?Mexi no time para acabar com a lentidão do Santos que estava facilitando ao máximo as coisas ao Palmeiras. Consegui o que queria. Nós fomos para cima e além dos dois gols, vi zagueiros salvando de cima da linha três bolas. Foram os zagueiros, não o Marcos?, observou. ?Pelo que fizemos no segundo tempo, nós nunca poderíamos deixar o Morumbi derrotados. Não foi o ideal, mas gostei da reação do time. Isso é que conta.?Diego e Paulo Almeida deixaram o Morumbi abatidos. Não quiseram falar sobre as suas substituições ou sobre a partida. Renato tratou de defender os companheiros que deixaram o campo no intervalo. Principalmente Diego, seu amigo particular.?Ele não estava muito bem fisicamente por isso não pôde render o que sabe. Mas no futebol quando um não está bem, os outros estão. O que valeu foi o espírito de reação do Santos. Sei que muita gente pode estar falando que o Santos desprezou o Palmeiras, mas isso nunca aconteceu. A imprensa de São Paulo pode ter feito isso. Nós, não. Nunca perdemos a noção de grandeza do Palmeiras.? O máximo que o meia se permitiu foi mandar um recado aos adversários que estavam ganhando por 2 a 0. ?Clássico tem de matar quando se tem a chance. Nós permitimos ao Palmeiras vencer a partida no primeiro tempo. Como desperdiçou, empatamos.?Robgol não se conformava por ainda não ter conseguido marcar pelo Santos. ?Eu tive algumas chances mas a bola não quis entrar. Sinto que aos poucos estou me entrosando. Não vou me pressionar. Isso só atrapalha. O importante é que tenho a confiança do treinador?, disse o atacante. Mesmo sem marcar, Robgol continua com moral.?Não vou reclamar do Robgol. Para mim sua movimentação foi importante na busca pelo empate. Ele não precisa se preocupar. Está jogando bem e os gols chegarão. Não se chama Robgol por acaso?, tentou aliviar Leão. O zagueiro Alex não concordou com quem disse que a zaga santista esteve muito lenta. ?O que aconteceu foi a nossa proposta de ganhar a partida. Sofremos um gol no início e partimos ainda mais decididos para a frente. Adiantamos o time e demos espaço aos contragolpes. Por isso chegaram com tanta facilidade na nossa área.?Clayton foi muito elogiado por Leão e pela imprensa neste domingo no Morumbi. E pode até ganhar a posição de Paulo Almeida. Constrangido, não quis polemizar. ?Estou chegando agora. O Santos é um time entrosado há dois anos. Vou ganhar o meu espaço aos poucos.?

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.