Érico Leonan/São Paulo
Érico Leonan/São Paulo

Leco diz que demitiu Rogério Ceni para proteger 'figura histórica'

Presidente se eximiu de qualquer culpa pela má fase do São Paulo

Gonçalo Junior, Estadão Conteúdo

04 de julho de 2017 | 19h14

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, concedeu entrevista coletiva na noite desta terça-feira para explicar a demissão de Rogério Ceni após menos de sete meses de trabalho. Na visão do dirigente, a campanha ruim no Campeonato Brasileiro e a sequência de três eliminações em 2017 estavam causando o desgaste na imagem do ídolo. Nesse sentido, a demissão procurou evitar um desgaste maior.

"Em razão de um novo momento e de um novo trabalho, ele vinha sendo objeto de desgaste que um homem vitorioso como ele não merecia. Por isso, ocorreu o desligamento. Certamente, causou comoção, contrariedade em alguns, mas também compreensão em muitos. Isso posso garantir através de manifestações que recebi e que fiquei sabendo", disse Leco.

O presidente afirmou que a diretoria não tem responsabilidade no fraco desempenho de Ceni e destacou que o clube apostou em um treinador inexperiente - a passagem pelo São Paulo foi a primeira experiência de Ceni como técnico. "A diretoria teve a coragem de contratá-lo, uma figura desconhecida e novata no tema 'direção técnica'. Confiou no trabalho, deu a ele todas as condições e um pouco mais para realizar o trabalho. A diretoria acabou entendendo que o time enfrentava uma trajetória descendente, desairosa para a história dele e história do São Paulo que deveria merecer enfrentamento", afirmou Leco, que confirmou o pagamento da multa rescisória ao ex-goleiro.

O presidente negou a utilização da figura de Rogério Ceni como uma espécie de trampolim para sua reeleição no mês de abril. "Isso não só não corresponde à verdade. Em nenhum momento, isso passou pela minha cabeça. Não precisava disso para justificar minha candidatura, eu já tinha um histórico, um trabalho feito. Não teve nenhum cunho eleitoral. Analisar dessa forma é um raciocínio raso", afirmou o presidente do São Paulo.

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