Leco fica insatisfeito com escolha de Aidar no São Paulo

Preterido como pré-candidato da situação à presidência do São Paulo, o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, mais conhecido como Leco, não escondeu a frustração com a decisão de Juvenal Juvêncio em pôr fim às prévias que ele mesmo havia proposto dias atrás - o nome escolhido pelo presidente para disputar a eleição foi Carlos Miguel Aidar.

FERNANDO FARO, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 17h44

Leco nunca escondeu o desejo de concorrer no pleito do ano que vem e se colocou publicamente como um dos postulantes à indicação da situação. Como enfrenta resistência de parte do Conselho, acabou sendo desconsiderado pelo atual presidente, mas deixou claro que não engoliu a determinação e vai continuar lutando para viabilizar seu nome na eleição.

"Achei péssimo. Foi uma desconsideração com a minha pessoa; já passei por inúmeros cargos em inúmeros departamentos, tenho trânsito político e nunca escondi essa vontade. Tenho legitimidade por tudo isso e continuo na disputa, isso para mim é bastante claro", avisou Leco.

Ele nunca ouviu de Juvenal que seria o candidato, mas acreditava ser o preferido pela lealdade de quase três décadas ao presidente mesmo em momentos polêmicos como a criação do terceiro mandato, medida à qual se opôs desde o início. Apesar disso, evitou falar em traição.

"Traído não me sinto porque nunca houve uma promessa de alguma coisa. Se isso tivesse acontecido, aí, sim, eu me sentiria dessa forma. Acho apenas um erro, uma falta de consideração e uma decisão errada da forma como foi tomada, apenas alguns dias após o Juvenal dizer que ficaria fora do processo. E me sinto muito tranquilo porque disse isso diretamente", contou Leco.

Apesar do desgaste e da decepção, Leco descarta abandonar o bloco da situação e partir para uma aliança com Kalil Rocha Abdalla, pré-candidato de oposição são-paulina.

"Se a decisão for essa (ter Carlos Miguel Aidar como candidato), eu vou acatar, não posso ir contra o que eu defendo e contra o barco em que estive todos esses anos. Ainda faltam oito meses para eleição, muita coisa pode acontecer e não tenho como prever o futuro. Continuarei trabalhando para ser candidato e ser uma alternativa", avisou Leco.

Ao tomar conhecimento das declarações de Carlos Miguel Aidar de que ele teria dado seu aval à candidatura, Leco limitou-se a rir e disparou: "Evidentemente é uma brincadeira. Eu não apoio nada".

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