Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Leco muda discurso e diz que São Paulo não rompeu com as organizadas

Presidente do clube havia anunciado ruptura depois de batalha campal em derrota na Libertadores

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2016 | 07h00

O presidente do São Paulo Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, surpreendeu e anunciou neste domingo, que, ao contrário do que o próprio clube havia divulgado e repetido diversas vezes, a diretoria não rompeu com as torcidas organizadas, mesmo após a confusão ocorrida no treino deste sábado.

"Eu não rompi com as organizadas. Nós modificamos a administração da relação com eles. Nas organizadas, a maioria é feita de bons e grandes são-paulinos, pelos quais temos profundo respeito. Uma ou outra figura, que se deixa influenciar por um comportamento tribal, não representa a maioria", disse.

O discurso é o oposto do que o São Paulo anunciou no dia 8 de julho, quando membros das organizadas do clube arrumaram confusão na frente do Morumbi, após a derrota por 2 a 0 para o Atlético Nacional, pela semifinal da Libertadores. "O São Paulo formaliza que não vai manter mais nenhum tipo de relação com as torcidas organizadas, em qualquer aspecto. Por fim, fará todos os esforços ao seu alcance, junto com as autoridades competentes, para assegurar que cenas lamentáveis como aquelas não se repitam, em respeito à história do Clube e à paixão dos torcedores", dizia o comunicado.

No último sábado, centenas de torcedores invadiram o treinamento no CT da Barra Funda para cobrar a diretoria e os atletas. Na confusão, os jogadores Carlinhos, Michel Bastos e Wesley foram agredidos.

Deles, apenas Carlinhos falou no domingo, mas preferiu evitar polêmica. "O momento não é de falar sobre esse assunto (violência da torcida). Vocês sabem o que aconteceu. Vamos focar no campo, porque a situação não é boa. Já passou, e quanto mais a gente falar, mais vai aparecer coisa. Então, o melhor é focar dentro de campo, pois precisamos melhorar", minimizou o jogador, que ficou no banco.

O técnico Ricardo Gomes, poupado das críticas, disse que, por ter chegado recentemente ao clube, prefere não comentar sobre o assunto. "Não queria que acontecesse, mas aconteceu. É um assunto extremamente complexo. Isso é um problema social ou problema político. Quem conhece mais o São Paulo pode ficar mais à vontade para falar." 

O goleiro Denis foi um dos poucos que falaram mais sobre os acontecimentos de sábado. "A torcida tem o direito de cobrar, mas não pode invadir o nosso meio de trabalho. Já passei por isso em outro clube que eu jogava e fico triste, porque acredito que não será desta forma que vamos melhorar. A gente sabe que não estamos rendendo", comentou. 

No domingo, os 7.836 torcedores pagantes no Morumbi vaiaram a equipe e xingaram o presidente Leco e alguns atletas, entre eles, Michel Bastos e Carlinhos. Entretanto, nenhum ato mais agressivo foi relatado.

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