Lehman e Khan, uma difícil convivência na seleção alemã

Depois de o goleiro reserva da seleção alemã Oliver Kahn choramingar publicamente a perda da posição, o titular Jens Lehmann se recusou a agradecer o elogio às suas atuações feito pelo primeiro. "Me desculpa, mas eu quero me preocupar apenas com o jogo com a Argentina", disse o camisa 1, nesta quinta-feira. A relação entre os dois arqueiros anda cada vez mais tensa. Kahn, de 37 anos, titular e eleito pela Fifa melhor jogador na Copa do Mundo de 2002, ficou sabendo meses antes do Mundial da Alemanha que Lehmann, de 36, ficaria em seu lugar. Esbravejou na ocasião e no início desta semana, quando declarou a uma revista do país que até hoje não entende o motivo de ter perdido a vaga. "Não se tira um número 1 que está jogando bem", afirmou. Na entrevista coletiva de quarta-feira, Kahn não quis falar quem seriam os melhores goleiros do torneio. Riu, ficou sem graça e se negou também a comentar se acredita que poderia mais uma vez ser destaque em um Mundial. "Qualquer coisa que eu disser pode me comprometer", desconversou. Lehmann, que joga no Arsenal, da Inglaterra, parece não ter gostado dos últimos atos do goleiro do Bayern de Munique. Perguntando se entendia a frustração do ex-titular por ter perdido a posição para ele, foi incisivo: "Não estou em seu lugar, então não tenho o que responder."No início da semana, o preparador de goleiros Andreas Köpke tentou vender à imprensa a história de que o ambiente entre os dois era perfeito. "Eles se dão bem, nunca houve qualquer tipo de atrito", garantiu. Nos treinos, entretanto, sequer se olham, não participam dos mesmos grupos de jogadores e nunca trocam palavras. O reencontroLehmann reencontra na sexta-feira, no Olympiastadion, o meia Riquelme, do Villarreal e da seleção argentina, de quem defendeu um pênalti na semifinal da Copa dos Campeões. "Estou feliz por voltar a vê-lo, mas agora a situação é outra. Aquele jogo não terá influência alguma sobre a partida das quartas-de-final do Mundial?, concluiu.

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