Lei do Passe é vista com cautela

O meio futebolístico reagiu com cautela à implantação da lei que extingue o passe no futebol. Para a maioria dos jogadores, técnicos, dirigentes e empresários, qualquer análise sobre os benefícios que a lei trará aos atletas ainda é prematura.Segundo o procurador Wágner Ribeiro, que entre outros representa o atacante França e o meia Kaká, do São Paulo, em curto prazo, o impacto da lei é bom para os jogadores mais baratos e ruim para os mais caros. Ele se referiu especificamente aos que ainda têm contrato com os clubes. Ribeiro informou que, na carteira de trabalho, França recebe do São Paulo R$ 48 mil por mês e que o restante é considerado direito de imagem. Segundo ele, se a nova legislação for aplicada para o jogador, a multa rescisória para a sua saída seria de R$ 115,2 milhões, considerada altíssima. Isto porque o clube tem direito a cobrar uma indenização de até 200 vezes o salário anual do jogador, em caso de transferência durante a vigência do contrato.Por outro lado, Ribeiro observou que, ao final do contrato do jogador, em dezembro de 2002, França ficará livre para negociar com qualquer clube. Na ocasião, o jogador terá 26 anos. Já com relação ao meia Kaká, Ribeiro destacou que a situação se inverte. Ainda mais que o São Paulo comprometeu-se a cobrar ?apenas? uma indenização de 80 vezes a remuneração anual do jogador. Neste caso, Ribeiro acrescentou que, como Kaká recebe R$ 6 mil por mês, a multa rescisória seria de R$ 5,7 milhões, um valor acessível aos clubes europeus.

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