Leivinha lamenta série de infiltrações

Leivinha foi um dos principais jogadores que formaram a segunda versão da ?Academia?, o Palmeiras do início dos anos 70. O antigo companheiro de ataque de Edu, César e Nei sofreu desde cedo as conseqüências de meniscos frágeis e do tratamento intensivo à base de infiltração com injeções de cortisona. Por isso, tem calafrios quando ouve que algum atleta ainda recorre a esse método para jogar. ?Não sou médico, mas entendo um pouquinho de joelhos?, avisa o comentarista do Sportv. ?Fiz nove operações e sei como é delicada a recuperação?, argumenta. ?E seguramente não recomendaria o recurso das infiltrações?, pondera, com a experiência de quem levou mais de 100 aplicações e encerrou a carreira depois de brilhante passagem pelo Atlético de Madri (75-79) e brevíssima experiência no São Paulo. João Leiva Filho lembra que a infiltração, em seu caso, fazia parte dos métodos de tratamento do joelho décadas atrás. O centroavante que cavou vaga na seleção na Copa de 74 à base de gols de cabeça, dribles elegantes e passes precisos, hoje não pode fazer qualquer atividade esportiva, nem movimentos mais bruscos. Em parte por causa das operações, mas também por conta das injeções fortes que mascaravam a dor e não resolveram o problema. ?É preciso muito cuidado e sei que há opções de cura?, explica. ?Mas também são muitos os interesses comerciais em torno de um jogador.?

Agencia Estado,

13 Março 2002 | 20h20

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