Petr Josek / Reuters
Petr Josek / Reuters

Lennart Johansson, ex-presidente da Uefa, morre aos 89 anos

Segundo a Federação Sueca de Futebol, ele ‘se foi em 4 de junho após uma breve doença’

Redação, Estadão conteúdo

05 de junho de 2019 | 06h17
Atualizado 05 de junho de 2019 | 09h34

O sueco Lennart Johansson, que supervisionou a introdução da versão moderna da Liga dos Campeões durante o período de 17 anos em que esteve na presidência da União Europeia de Futebol (Uefa), morreu. Ele tinha 89 anos e seu falecimento por uma "breve doença" foi confirmada pela Associação Sueca de Futebol.

"Lennart Johansson foi o nosso maior líder internacional no futebol em todos os tempos, nenhum sueco teve uma influência semelhante no futebol mundial", disse o presidente da federação sueca, Karl-Erik Nilsson, nesta quarta-feira. "Ele foi profundamente respeitado como presidente da Uefa e vice-presidente da Fifa. A sua liderança provocou admiração em todo o mundo."

Johansson presidiu a Uefa de 1990 a 2007, quando foi derrotado na eleição pelo ex-jogador francês Michel Platini, sendo, então, nomeado presidente honorário da entidade. O sueco também foi vice-presidente da Fifa, mas perdeu uma disputada eleição presidencial para Joseph Blatter em 1998, que teve acusações de compra de votos.

O atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, ganhou experiência na gestão do futebol quando Johansson estava à frente da Uefa, depois se tornando secretário-geral. Uma homenagem ao sueco foi realizada na abertura do Congresso da Fifa em Paris nesta quarta-feira, com sua foto aparecendo em um telão.

"Estou com o coração partido pela notícia do falecimento de Lennart Johansson", disse Infantino em um comunicado divulgado nesta quarta-feira antes de sua reeleição como presidente da Fifa. "Ele foi um amigo e uma fonte inestimável de sabedoria e

inspiração. Eu serei eternamente grato por tê-lo como presidente da Uefa quando entrei para a organização em 2000. Desde então, Lennart sempre foi um modelo de profissionalismo e, mais importante, da humanidade".

Johansson disse que criar a Liga dos Campeões para substituir a Copa dos Campeões foi seu maior feito na Uefa. A expansão do torneio, que inicialmente só contava com os campeões nacionais, o tornou a competição de clubes mais lucrativa e com prestígio no mundo. Ele também transformou a Uefa, inclusive mudando sua sede de Berna para Nyon.

"Ele era um amante dedicado e servo do futebol, que colocou sua paixão na vida", afirmou o atual presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. "Ele vai sempre ser lembrado como um líder visionário, e como o arquiteto Liga dos Campeões da Europa, e o futebol mundial será sempre grato a ele por tudo que ele conseguiu."

Depois de perder a eleição de 1998 para a presidência da Fifa, Johansson realizou acusações de má gestão financeira contra Blatter envolvendo o colapso da ISL, parceira de marketing da entidade por quase duas décadas e deixou uma dívida estimada em US$ 300 milhões (R$ 1,157 bilhão, na cotação atual) quando faliu em 2001. Ele também apoiou o adversário de Blatter, o camaronês Issa Hayatou, quando o suíço foi reeleito para um segundo mandato em 2002.

Nascido em Estocolmo, Johansson sempre se manteve fiel ao maior clube da cidade, o AIK, que presidiu entre 1967 e 1980. Também comandou a Associação Sueca de Futebol antes de se tornar presidente da Uefa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.