Lenny estréia no Palmeiras e tenta recomeçar a carreira

'É a grande oportunidade de mostrar que eu tenho valor e não sou só uma promessa', diz o atacante

Juliano Costa, Jornal da Tarde

29 de janeiro de 2008 | 18h13

Lenny surgiu com 17 anos no Fluminense, arrebentando no Brasileirão de 2006. Mas caiu de produção na temporada seguinte, quando os gols rarearam e começaram os comentários de que havia se deslumbrado com a fama. Nesta quarta-feira, já com 19 anos (completa 20 em março), o atacante inicia vida nova no Palmeiras. Veja também: Palmeiras contrata Henrique; Denilson também pode fechar "É a grande oportunidade de mostrar que eu tenho valor e não sou só uma promessa", disse Lenny. Inscrito com a camisa 23 do Palmeiras, o atacante ainda não sabe se sairá jogando como titular na partida contra o Ituano, em Piracicaba, mas garante que está bem fisicamente. "Vinha treinando normalmente no Braga, em Portugal", lembrou. O técnico Vanderlei Luxemburgo não quis adiantar a escalação palmeirense, mas é provável que ele escale Lenny no lugar do atacante Luiz Henrique. Outro que poderia sair do time é o meia-atacante William. De qualquer forma, o jovem reforço do Palmeiras deve fazer sua estréia nesta quarta-feira, contra o Ituano. Nos treinos com o time reserva, Lenny vinha se destacando com velocidade e jogadas pelas pontas. "A nova tendência do futebol é o 4-3-3", costuma dizer Luxemburgo. Assim, Lenny atuaria como um autêntico ponta no time que o técnico vem armando para encerrar o jejum do Palmeiras de oito anos sem título de expressão.  "Sei que existe uma cobrança grande nesse sentido, mas o time é bom, o técnico é o melhor do Brasil e podemos conquistar nosso objetivo, que é ser campeão", disse Lenny, em sua apresentação no Palmeiras, há duas semanas. A contratação de Lenny envolveu os direitos de outros dois jogadores (os meias Thiago Neves e Diego Souza) e quatro clubes: Palmeiras, Fluminense (clube que o revelou), Sporting Braga (onde jogava por empréstimo) e Desportivo Brasil, o clube "laranja" criado pela Traffic. O negócio tinha tudo para virar mais uma dessas novelas envolvendo porcentagens de direitos econômicos de jogadores, mas a conclusão foi relativamente rápida (uma semana) e se deu da seguinte maneira: fã de Lenny, o vice-presidente do Palmeiras, Gilberto Cipullo, pediu que o Fluminense o liberasse, comprometendo-se, em troca, a tirar da Justiça a ação que movia para tirar do clube carioca o meia Thiago Neves.  Se levasse a ação adiante, o Palmeiras poderia receber R$ 2,4 milhões de indenização por Thiago Neves não ter cumprido o que havia firmado num pré contrato em agosto. A diretoria do Fluminense, então, mandou chamar o promissor Lenny, que estava encostado no Braga, de Portugal. De quebra, o clube carioca ainda topou vender para a Traffic os 20% dos direitos econômicos que ainda detinha sobre Diego Souza (os outros 80% foram comprados do Benfica, de Portugal). No acordo multilateral, a Traffic pagou R$ 1,5 milhão ao Fluminense e registrou Lenny como jogador do Desportivo Brasil, clube com sede em Barueri, repassando-o ao Palmeiras por empréstimo. A empresa já havia pago R$ 10 milhões ao Benfica por Diego Souza, também registrado no Desportivo e repassado ao Palmeiras.

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