Léo dá a volta por cima em Jundiaí

O atacante Léo foi um dos heróis do Paulista, de Jundiaí, na vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense, nesta quarta-feira, no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil. Aos 21 anos, ele pode ter marcado o gol do título - desde que o time carioca não vença o jogo de volta por mais de 1 a 0, na próxima quarta, em São Januário. Mas, se agora o jogador comemora a boa fase em Jundiaí é porque sofreu bastante no passado recente. "Não acho que seja uma vingança pessoal contra o Guarani. Só acho que não merecia passar pelo que passei. Agora, eles estão vendo o meu valor", alfineta o garoto. Leonardo Augusto Gomes Aro despontou como promessa do Bugre após marcar um golaço na vitória (3 a 0) sobre o Corinthians, no Campeonato Brasileiro de 2001, em pleno Pacaembu. Mas, em pouco tempo, passou de candidato a craque à moeda de troca. "Nunca tive a chance de engatar uma seqüência legal de jogos. Aí acabaram me emprestando para o Juventude e depois para o Botafogo. Isso me atrapalhou mais ainda. Fiquei largado um ano." A situação dele piorou quando voltou a treinar no Guarani. A diretoria resolveu afastá-lo definitivamente e ele se viu proibido até de entrar no clube. "Tive de treinar em um outro lugar, com um outro preparador físico. Fiquei muito chateado, ainda mais pelo Guarani ter sido o clube que me projetou", conta. Por tudo isso, a campanha do Paulista está servindo como uma espécie de "volta por cima" para o jogador. Com o término do contrato com o Guarani, em dezembro, Léo optou por assinar com o time de Jundiaí por um ano. Mas com o sucesso do time na Copa do Brasil, Léo sabe que o assédio de outros clubes surgirá naturalmente. "Sinceramente não esperava fazer tanto sucesso assim. Acho que estou mais maduro, apesar de ter 21 anos, e com mais condições de administrar a minha carreira", comemora o atacante. Hoje, Léo só tem um motivo para se lamentar: ele está fora da finalíssima da Copa do Brasil, no Rio de Janeiro, por ter recebido o terceiro cartão amarelo ao subir no alambrado para comemorar o seu gol com a torcida. Um desfalque que preocupa Vágner Mancini. "Ele é o único atacante veloz que tenho. É o responsável pela ligação e por alimentar o meu centroavante. Vou ter de testar outras opções e tentar arrumar a equipe sem ele", lamenta o treinador.

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