Léo é recebido como ídolo no retorno ao Santos

'Estou me sentindo muito bem e enquanto estiver assim continuarei jogando', afirma o lateral-esquerdo

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2009 | 22h33

SANTOS - O primeiro dia de trabalho de Léo no retorno ao Santos foi intenso: treinou em dois períodos no CT Rei Pelé, no começo da noite autografou aproximadamente mil camisas do clube com o número 3 e seu nome nas costas, vendidas em menos de 24 horas, deu a primeira entrevista coletiva e depois atravessou o gramado da Vila Belmiro, saudando a torcida. Veja também:Especial: as armas dos times para o Paulistão 2009 Paulistão 2009 - TabelaConfira as novidades do mercado do futebol Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão"Sou o mesmo Léo", disse dos bicampeões brasileiros pelo Santos (2002 e 2004) a retornar ao clube, evitando fazer comparações entre o time da geração Robinho-Diego e o atual. "Cada equipe tem a sua característica. Mesmo aquele que foi campeão em 2002 só se firmou durante o Brasileiro. Esses jogadores e eu também podemos formar um time vencedor".Mesmo com 33 anos, o lateral não fala em parar tão cedo. "Estou me sentindo muito bem e enquanto estiver assim continuarei jogando. Só vou pensar em encerrar a carreira quando perceber que estou atrapalhando". Léo jogou 140 vezes pelo Benfica - apenas 11 na temporada 2008/9 - e marcou apenas dois gols. A sua explicação é que em Portugal os laterais raramente passam do meio-de-campo. "Eu quebrava as regras e às vezes dava certo. Meu estilo não mudou, continuo apoiando muito". No Santos a sua média foi bem superior: 20 gols em 280 jogos. E muitos deles decisivos, como o a da vitória (3 a 2) na decisão do Campeonato Brasileiro de 2002, contra o Corinthians. Também foi dele o gol no último minuto nos 3 a 2 contra o Medellín, classificando o Santos às semifinais da Libertadores de 2003, o que não acontecia há 40 anos.Embora esteja no peso, Léo acredita que vai precisar de pelo menos 10 dias para readquirir a forma e poder estrear, provavelmente contra o São Caetano, na Vila Belmiro, no dia 5 de fevereiro. "Não adianta eu entrar sem condições e atrapalhar o grupo que está se preparando há mais tempo", concluiu.

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