Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Lesão de Rogério Ceni costuma exigir um mês de recuperação

Problema no pé pode fazer goleiro ter a aposentadoria antecipada

Ciro Campos, Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2015 | 07h00

O goleiro Rogério Ceni corre o risco de se aposentar antes do previsto. Aos 42 anos e com mais 40 dias de carreira, o jogador do São Paulo vai tentar se recuperar de uma ruptura do ligamento tíbio-fibular do pé direito para voltar a atuar a tempo de se despedir do futebol. O prazo médio de recuperação desse problema chega a ser de um mês.

A lesão foi sofrida ainda no primeiro tempo da derrota por 3 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. Logo no primeiro minuto Ceni se chocou com Lucas Lima quando tentava repor a bola em jogo e foi substituído no intervalo.

Na tarde desta quinta-feira o goleiro foi submetido a um exame de ressonância magnética para avaliar a gravidade da lesão. O clube evitou definir um prazo para o retorno de Ceni.

A atual temporada é a última do goleiro antes da aposentadoria. Eliminado na Copa do Brasil, o São Paulo tem mais seis partidas pelo Brasileiro até o fim do ano, quando vai decidir vaga na Copa Libertadores.

Segundo especialistas em ortopedia ouvidos pelo Estado, a lesão de Ceni exige até um mês de recuperação e, caso esse prazo seja necessário, o jogador voltaria aos gramados apenas na última rodada, contra o Goiás, no Serra Dourada. "Em atletas profissionais, geralmente o retorno completo se dá em até um mês, dependendo do grau da lesão e da resposta desse atleta ao tratamento", disse o médico Eduardo Palmieris, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Porém, de acordo com pessoas próximas a Ceni, o afastamento deve ser mais curto. Por ser dedicado ao trabalho de recuperação, a tendência é um possível retorno em 15 dias.

“Clinicamente ele apresentou uma melhora razoável, pelo menos consegue andar com pouca dor. Na saída do jogo ele sentia bastante. A lesão é razoavelmente extensa e infelizmente vai demandar um tempo de afastamento”, disse o médico do São Paulo, José Sanchez.

Ceni vai fazer trabalho integral no departamento médico para tentar se recuperar. A ausência dele é certa para o jogo deste sábado, contra o Sport, no Morumbi, e é considerada provável para a partida com o Cruzeiro, no Mineirão. "Raros são os casos cirúrgicos. Geralmente se opta pelo método conservador, onde alia-se fisioterapia e medicação", explicou Palmieris.

O substituto do goleiro é uma incógnita. Dênis entrou no segundo tempo contra o Santos e encerrou o período de um ano sem atuar. Mas Renan Ribeiro recebeu a chance de jogar em 11 vezes no ano e pode ser o escolhido. Os dois têm participado de um rodízio para ficar no banco. O técnico Doriva disse na última semana ainda não ter definido quem será o titular no gol no próximo ano.

ESPECIALISTA

Dr. Eduardo Palmieris, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Estado: Uma ruptura no ligamento tíbio-fibular é considerada grave? Qual é o tempo de recuperação desse tipo de lesão?

Dr. Palmieris: A avaliação da lesão está condicionada diretamente ao seu grau, se é leve (grau 1), moderada (grau 2) ou grave (grau 3). Em atletas profissionais, geralmente o retorno completo se dá em até um mês, dependendo do grau da lesão e da resposta desse atleta ao tratamento.

Estado: Qual é o tratamento para quem sofre uma lesão como a de Ceni?

Dr. Palmieris: Raros são os casos cirúrgicos. Geralmente se opta pelo método conservador, onde alia-se fisioterapia e medicação.


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