Flávio Canalonga / Agência Estado
Flávio Canalonga / Agência Estado

Lesões às vésperas da Copa fazem parte da história da seleção brasileira

Desde de 70, só em três Mundiais a comissão técnica não precisou substituir jogadores machucados

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2018 | 09h45

A lesão sofrida por Neymar no quinto metatarso do pé direito colocou a comissão técnica da seleção brasileira em alerta. O atacante do Paris Saint-Germain terá de ser submetido a uma cirurgia para colocar um pino no local da lesão e deve voltar aos gramados apenas em maio, um mês antes da Copa do Mundo.

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A seleção brasileira já perdeu vários jogadores importantes às vésperas de Copas. Desde 1970, apenas nos Mundiais de 1990, 2010 e 2014 a equipe não sofreu alguma baixa dias antes do torneio.

Em 1970, Rogério, então jogador do Botafogo, foi cortado por contusão e deu lugar ao goleiro Leão. Rogério ficou com a delegação no México e passou a ser conhecido como o 23.º jogador da seleção tricampeã.

Quatro anos depois, Clodoaldo sofreu uma distensão muscular e não disputou o Mundial da Alemanha. Machucado, ele chegou a viajar com a delegação, mas não se recuperou a tempo de jogar. Em 1978, foi a vez de Zé Maria se lesionar antes da viagem à Argentina – Cláudio Coutinho, então, chamou Nelinho.

No Mundial da Espanha, em 1982, Careca vivia ótima fase, mas sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda durante treino em Sevilha, a quatro dias da estreia. Para a sua vaga, Telê Santana convocou Roberto Dinamite. O centroavante titular da seleção foi Serginho Chulapa, que não era unanimidade.

Em 1986, a seleção teve duas baixas por lesões: o zagueiro Mozer, substituído por Mauro Galvão, e o volante Toninho Cerezo, que deu lugar a Valdo.

No Mundial de 1994, o zagueiro Ricardo Gomes chegou a disputar os amistosos preparatórios nos Estados Unidos, mas se machucou. Para o seu lugar, Parreira convocou Ronaldão.

Um dos cortes mais dramáticos às vésperas de Copas do Mundo ocorreu em 1998. Com uma lesão na panturrilha direita, Romário deu lugar ao volante Emerson. No anúncio do corte, o Baixinho deu comovente entrevista e foi às lágrimas. Depois, reclamou que poderia se recuperar a tempo de disputar a final.

Beneficiado na França, Emerson foi vítima do azar quatro anos depois. Ele foi cortado 24 horas antes da estreia na Copa. Durante um treino recreativo em Ulsan, na Coreia do Sul, o volante jogava como goleiro e, na tentativa de defender um chute de Rivaldo, caiu de mau jeito sobre o ombro direito. O jogador, então capitão da equipe, sofreu uma luxação. Como o tempo de recuperação era de quatro semanas, Felipão convocou Ricardinho.

Em 2006, 13 dias antes do primeiro jogo do Brasil, o volante Edmílson foi cortado por causa da ruptura da parte lateral do menisco do joelho direito. Cafu ainda pediu à comissão técnica que o colega continuasse no grupo, mas Parreira e Zagallo optaram por chamar Mineiro para o seu lugar.

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