Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Lesões no início das partidas atormentam Dorival Junior

Dos sete jogos que comandou até agora, Dorival teve de fazer alterações por contusão ainda no primeiro tempo em quatro deles

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2014 | 07h00

As lesões são outro tormento para o técnico Dorival Junior, além da pressão da luta contra o rebaixamento. Curiosamente, o Palmeiras vem enfrentando contusões que se concentram no início da partida. Dos sete jogos que comandou até agora, Dorival teve de fazer alterações por contusão ainda no primeiro tempo em quatro deles.

“Dos sete jogos que eu fiz no Palmeiras, tive de fazer alterações no primeiro tempo, com 15, 20 ou 30 minutos, em quatro partidas. Isso compromete bastante. E são lesões que dificilmente são recuperadas de uma rodada para outra. Elas vão se somando”, avalia o treinador.

O último episódio aconteceu na vitória por 4 a 2, contra a Chapecoense, no Pacaembu. Aos 30 minutos da etapa inicial, Diogo, que vinha fazendo boa partida, sentiu uma lesão muscular na coxa direita. Cristaldo entrou em campo em uma substituição natural. O problema é que o treinador queria utilizá-lo apenas no final do jogo, como alternativa veloz para o contra-ataque. Ou seja, Dorival teve de repensar a estratégia do jogo e queimar uma alteração. “Pedi substituição para não arrebentar o músculo”, disse Diogo.

Ele foi o quarto atleta com lesão muscular e, de acordo com o tempo que tem sido necessário nesses problemas, deve levar um mês para se recuperar. Os outros com contusão muscular são o zagueiro Victorino e os volantes Renato e Eguren.

No empate contra o Atlético Paranaense, por 1 a 1, a situação foi ainda mais dramática. Wellington teve uma lesão no calcanhar de aquiles aos cinco minutos de jogo. Victorino entrou. A estratégia não foi para o beleléu, mas ele colocou um zagueiro frio na casa do rival.

O enredo se repetiu na derrota para o Figueirense. No final do primeiro tempo, Mazinho teve de dar lugar para Bruninho. O problema foi o mesmo: lesão muscular. A lista se completa com a lesão de Lúcio na segunda partida contra o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil. Dorival contabiliza essa lesão, mas, na verdade, o técnico era o interino Alberto Valentim. Ele foi observador das arquibancadas.

As lesões seguidas levaram o treinador a pedir peças de reposição. Ontem, o volante Washington, que estava no Joinville, assinou contrato até o final do ano. Será o substituto de Wesley, outro que estava machucado e voltou contra a Chapecoense.

Além do tempo de recuperação que a lesão exige para cada atleta, Dorival vê prejuízos técnicos e táticos. Ou seja, o time não evolui. “As lesões tiram a possibilidade de uma melhora técnica”.

No caso do Palmeiras, isso é flagrante. A equipe tem a pior defesa do torneio - levou 41 gols - e o treinador reconhece que ainda não achou a formação ideal. “Estamos tentando todas as formações. Precisamos buscar maior equilíbrio”.

Excesso de jogos. Dorival explica a sequência de lesões com o número de jogos que a equipe vem disputando e reconhece que o problema não é só do Palmeiras. “A tendência é a mesma em todas as demais equipes. Temos que repensar um pouco o futebol brasileiro. Temos de mudar um pouco essa concepção da quantidade de jogos. Isso não pode continuar”, critica. 

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