Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Levir assume responsabilidade por queda do Santos, mas defende opções

Treinador aponta ausências de Renato, Lucas Lima e Victor Ferraz como determinante para eliminação

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017 | 09h03

O técnico Levir Culpi assumiu a responsabilidade pela eliminação do Santos nas quartas de final da Copa Libertadores, definida com a derrota por 1 a 0 para o equatoriano Barcelona, na Vila Belmiro, na noite de quarta-feira. O treinador, porém, apontou que as ausências de Renato, Lucas Lima e Victor Ferraz, todos lesionados, pesaram demais contra o time. Além disso, apontou semelhança entre o gol sofrido em casa e o no jogo de ida, em Guayaquil, no empate por 1 a 1.

"A responsabilidade é minha, totalmente, pela escalação. Falhei, não sei aonde. Mas perdemos dois jogadores que dão muito equilíbrio ao sistema, o Renato e o Lucas Lima. Então, se você me disser que outra substituição seria melhor, digo que perderíamos por dois ou três. O técnico tem que resolver, então não tenho remorso pela escalação. Tomamos um gol de cruzamento, como tomamos no primeiro jogo, não vejo nada de muito diferente disso", afirmou.

Levir saiu em defesa de Leandro Donizete, uma das opções mais criticadas pelos torcedores na escalação do Santos, apontando que o volante já conquistou o título da Libertadores, em 2013, pelo Atlético Mineiro. Além disso, destacou que o Santos estava em vantagem e, por isso, optou por uma formação mais defensiva.

"Agora que perdeu, a escalação tinha de ser outra. Quem jogou foi o Donizete, que é campeão da Libertadores. Tem que respeitá-lo, mesmo que não tenha feito uma boa apresentação. Nós jogávamos pelo 0 a 0, não tínhamos que dar o campo. Na Libertadores, você tem que marcar e puxar o contra-ataque. Estávamos com a vantagem, tínhamos chance antes da partida. Mas acabou a partida, aí aparece 'o pessoal da escalação certa'", disse.

O treinador santista também reconheceu que o Santos apostou demais em cruzamentos quando estava em desvantagem e reconheceu que o time não conseguiu impor o seu estilo de jogo diante do Barcelona.

"Pode até chamar de desespero, mas tivemos que cruzar bolas na área. O Noguera entrou e cabeceou duas vezes, até poderia ter saído o gol de empate. Ali foi uma substituição mais intuitiva. Não tivemos uma boa coordenação de jogo, não puxamos os contra-ataques, não há muito o que lamentar porque eles foram melhores", comentou.

O treinador santista evitou comentar a expulsão de Bruno Henrique, que deu uma cusparada em um adversário. Mas, na sua avaliação, a equipe acabou caindo na catimba dos equatorianos.

"Não vi o lance, estou sabendo agora através de vocês. Isso explica uma certa perda de equilíbrio, algo já previsto. Eles prenderam o jogo por uns dez minutos, conversaram com o árbitro, são espertos. E nós fomos imaturos. Se considerarmos a história do futebol brasileiro e a do futebol equatoriano, ficamos muito chateados por perder na malandragem. Mas eles mereceram, porque jogaram bem", destacou.

Sob clima de pressão, o Santos volta a campo no próximo sábado, às 21 horas, quando vai receber o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

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