Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

Levir prevê pressão após queda do Santos e diz que precisará motivar elenco

Treinador teme que política possa conturbar o clube, que passa por ano eleitoral

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017 | 11h09

O técnico Levir Culpi reconheceu que o clima de paz reinante no Santos nos últimos meses chegou ao fim. Após a eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores, definida com a derrota por 1 a 0 para o equatoriano Barcelona na última quarta-feira, o treinador reconheceu que ele e o time passarão a ser alvo de críticas.

Os protestos, inclusive, já começaram, tanto que, logo após a derrota na Vila Belmiro, torcedores protestaram, tentaram invadir os vestiários do estádio e entraram em confronto com a polícia. Outra situação que preocupa Levir é o fato de o Santos ter eleição presidencial no fim deste ano, o que deve deixar o clima político mais conturbado no clube.

"É um ano político, tem eleição no fim do ano. Vocês podem esperar, que o pau vai cantar. Depende de nós. Vamos tentar segurar as pontas e dar o nosso melhor. Senão, técnico vai embora, o presidente e os jogadores", disse, pedindo união no Santos para a equipe superar o momento complicado.

A situação de pressão contrasta com o clima vivido pelo Santos em semanas recentes. Até o último sábado, o clube estava com uma série invicta de 17 jogos e almejava até mesmo brigar mais diretamente com o Corinthians pelo título do Campeonato Brasileiro. A sequência, porém, foi quebrada pelo Botafogo no torneio nacional e, para piorar, o time ainda deixou a Libertadores com uma derrota em casa.

O cenário não chega a ser de "terra arrasada", mas as pretensões da equipe para o restante da temporada sofreram uma queda considerável. Afinal, a luta pelo título do Brasileirão parece distante, com o Santos em terceiro lugar, com 41 pontos, a 12 do líder Corinthians. Diante desse cenário, Levir reconheceu que precisará trabalhar para motivar o seu elenco.

"Vou ter que tirar alguma coisa da cartola. Tudo que você pode pensar sobre o Santos agora é depressivo. Temos que ser fortes para sair dessa situação. Não existe alguém que perdoe o Santos depois de uma situação dessas. Já jogamos melhor do que hoje, precisamos ter convicção. Nos recuperar dessa derrota, que vai pesar muito. Os próprios críticos tem uma lógica dentro de uma crítica em uma partida ruim como essa e isso pode desestabilizar o clube", afirmou.

Sob clima de pressão, o Santos volta a campo no próximo sábado, às 21 horas, quando vai receber o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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