Aguante Comunicação/Chapecoense
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Liberado de viagem, goleiro decide encerrar a carreira pela Chapecoense

Nivaldo, de 42 anos, faria seu último jogo contra o Atlético-MG

Daniel Batista e Gilberto Amendola, enviados especiais a Chapecó, Estadão Conteúdo

01 de dezembro de 2016 | 08h22

O goleiro Nivaldo anunciou sua despedida dos gramados após escapar do voo que acabou na morte da maior parte do elenco da Chapecoense. Com 42 anos, ele faria diante do Atlético-MG, na última rodada, sua última partida com a camisa do time catarinense, como uma forma de homenagem por ter 298 partidas pelo clube catarinense. E só escapou da viagem porque o técnico Caio Júnior pediu para ele ficar em Chapecó.

A programação inicial era que Nivaldo atuasse por alguns minutos na partida contra o Palmeiras, domingo passado, quando completaria 299 jogos e diante do Atlético-MG, faria a partida 300 e abandonaria a carreira. Mas não deu certo. Nivaldo está no clube desde 2007 e é um dos atletas com mais partidas pela história da equipe.

A mudança de planos se deu porque a delegação foi de São Paulo direto para Medellín. "Era para eu viajar com eles, mas fiquei. Eu iria, provavelmente, jogar contra o Palmeiras e também com o Atlético-MG. Como teve a mudança na viagem, e eles iam direto para a Colômbia, o Caio (Júnior, técnico) falou que não iria me levar porque como eu não jogaria, ele preferia levar um atleta de linha. Eu disse que não tinha problema e que entendia", contou o goleiro.

Pouco depois de saber da tragédia, Nivaldo disse estar muito abalado e por isso decidiu não mais jogar. "Decidi parar, sim. Agora é momento de pensar no clube e ajudar os que aqui ficaram, para que a gente possa formar uma nova Chapecoense", contou.

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