Libertadores ainda é um torneio lucrativo

Durante muitas décadas, para ser mais exato até o início dos anos 90, os clubes brasileiros não davam atenção à Copa Libertadores da América por se tratar de uma competição deficitária. A realidade mudou e, apesar da redução dos investimentos e cotas de patrocínio nas últimas edições (este ano serão distribuídos US$ 20 milhões, exatamente a metade de dois anos atrás), o torneio continental ainda dá lucro.O time campeão, por exemplo, vai embolsar US$ 2,735 milhões. A premiação é distribuída ao longo da disputa. Os clubes só ganham cotas por partidas que jogam em casa. Foram US$ 105 mil em cada um dos três jogos da primeira fase. A partir de agora, serão US$ 140 mil nas oitavas-de-final, US$ 180 mil nas quartas-de-final, US$ 250 mil na semifinal e outros US$ 250 mil na decisão. O vice-campeão ainda recebe mais US$ 300 mil, enquanto o campeão leva US$ 600 mil mais premiação extra da empresa patrocinadora, cerca de US$ 1 milhão.Parece muito? Não é bem assim que o vice-presidente de finanças do Corinthians encara a situação. Segundo Carlos Mello, só a bilheteria, considerada muito fraca nos últimos anos, não está incluída nesses valores. "O resto está tudo aí, inclusive os direitos de transmissão pela TV", afirmou. "É preciso lembrar que o clube recebe esse montante, mas tem diversos gastos para disputar essa competição", explicou, referindo-se às despesas com viagem (passagens e hotéis), documentação (vistos), fretamento de aviões e pagamento de premiação e contratação de jogadores. Sobram, limpos, cerca de US$ 1 milhão.

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