Nilton Fukuda/Estadão
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Libertadores e Copa do Brasil não têm favoritos nesta reta final

Competições estão na fase semifinal e agitam o futebol neste fim de 2020 e no início de 2021

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 05h00

O futebol continua a todo vapor neste restinho de 2020. Duas Copas, a do Brasil e a Libertadores, apontam para seus finalistas antes e depois do réveillon. O futebol pela TV ou streaming tem sido um alento para muita gente isolada em casa, como manda a cartilha da pandemia. Essas duas competições estão próximas de definição, para mostrar quem vai chegar à decisão e coroar o trabalho da temporada. Na Copa do Brasil, dos 80 clubes que começaram o torneio e mais os que vieram depois da Libertadores, quatro brigam em condições de igualdade. O Grêmio saiu na frente diante do São Paulo, após vitória de 1 a 0. Palmeiras e América-MG empataram por 1 a 1. A vantagem do empate do time gaúcho não significa muita coisa para o jogo da volta, no Morumbi. É claro que qualquer vantagem faz diferença quando se tem dois times iguais e em condições de avançar, mas ela é pequena. É assim que gremistas e são-paulinos enxergam a disputa.

Nenhum dos dois está garantido. Os 90 minutos desta quarta serão dramáticos. No Sul, o São Paulo, de Diniz, jogou melhor, teve duas chances claras de gol, mas não conseguiu marcar. Há jogadores que podem ser decisivos em sua casa, como Brenner e Luciano, mas sobretudo Daniel Alves. O meia, ex-lateral, se encontrou depois de uma série de partidas ruins. Nos dois últimos meses, contudo, ele tem feito a diferença, com jogadas inteligentes, passes primorosos e leitura fácil e correta das ações. Se mantiver a pegada, o São Paulo terá mais chances de se classificar, mesmo a despeito de o Grêmio jogar pelo empate no duelo da volta.

A mesma igualdade existe no outro jogo da semifinal, entre Palmeiras e América-MG. Não vai ser fácil para o time paulista se dar bem em Minas após o empate no Allianz. O Palmeiras é mais técnico e tem mais opções para jogar e mudar o jogo. O América é equipe, coração, fé. Nos primeiros 90 minutos, o Palmeiras foi melhor. Criou mais, chutou mais, buscou mais o gol. Mas não conseguiu transformar essa superioridade em vantagem. 

Outro empate leva a decisão aos pênaltis. Imagino que isso não seja bom para o Palmeiras tampouco para o América. Imagino um jogo franco. Se não tiver lambança como no erro do zagueiro Emerson Santos no confronto de ida, que deu a bola para o rival na área após tentativa de virada de jogo, vejo o Palmeiras com peças mais interessantes para obter a classificação. Sem garantias, no entanto.

Não há desgaste, cansaço, dorzinha de tornozelo que explique a não utilização dos melhores jogadores por Lisca e Abel Ferreira. É decisão. Vale vaga na final. A Copa do Brasil, além de ser um torneio importante, vai pagar R$ 54 milhões ao campeão e dará vaga antecipada para a Copa Libertadores de 2021.

Luiz Adriano pode ser a grande aposta de Abel. O atacante está recuperado e tem jogado mais minutos. Pode crescer após a contusão. Lisca tem no América a força de seu conjunto. É um franco atirador com qualidade e pontaria. Vai bem na Série B e na Copa do Brasil. Portanto, somente um desmiolado não respeitaria a equipe mineira nesta caminhada.

Da mesma forma, a Libertadores coloca quatro gigantes iguais e do mesmo tamanho pelo seu passado e presente. Os jogos são Palmeiras x River Plate e Santos x Boca Juniors, a partir do dia 5 de janeiro. É Brasil versus Argentina. Dos quatro, o Palmeiras é quem menos ganhou a disputa sul-americana, uma vez apenas (1999). O Santos tem três conquistas (1962/63 e 2011). O Boca ganhou seis vezes (1977/78, 2000/01, 2003 e 2007). E o River Plate foi campeão em quatro oportunidades (1986, 1996, 2015 e 2018).

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