Rodrigo Buendia / AFP
Rodrigo Buendia / AFP

Libertadores Feminina será disputada em meio a protestos no Equador

Depois do bi no Brasileirão, Ferroviária quer repetir feito na competição continental

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2019 | 04h30

A Copa Libertadores Feminina será disputada a partir de sexta-feira em Quito em meio a violentos protestos que geraram distúrbios na capital equatoriana. O governo chegou a decretar estado de exceção nacional após manifestações ocorridas em várias cidades, medida que em princípio proíbe grandes concentrações como as proporcionadas pelo futebol. Apesar de a realização da Copa Libertadores Feminina ter sido mantida pela Conmebol, foram suspensas três partidas das semifinais da Copa do Equador.

A Copa Libertadores Feminina 2019 reunirá 16 clubes. A Ferroviária – campeã da primeira divisão do Campeonato Brasileiro Feminino - está na chave B, junto com Deportivo Cuenca (Equador), Estudiantes Caracas (Venezuela) e Mundo Futuro (Bolívia). O Corinthians, vice-campeão do Brasileirão, é o cabeça de chave do Grupo C, que tem ainda Club Nañas (Equador), Libertad Limpeño (Paraguai) e América de Cali (Colômbia).

Grandes protestos têm ocorrido no Equador desde a semana passada, quando começou uma greve de transportadoras contra recentes medidas econômicas tomadas pelo governo do presidente Lenín Moreno, incluindo a eliminação de subsídios a combustíveis. Moreno está em Guayaquil, para onde transferiu a sede do governo como medida de precaução. 

"A realização do torneio se mantém segundo a programação inicial enviada anteriormente", afirmou a Conmebol em memorando enviado aos secretários-gerais das federações nacionais com a assinatura de Federico Nantes, diretor de competições da entidade.

A carta explica que a organização "está acompanhando nos últimos dias" a crise que vivida no Equador e que a Federação Equatoriana de Futebol "está comprometida com a segurança do torneio, garantindo assim a integridade das jogadoras, dos oficiais e dos espectadores".

A Ferroviária, de Araraquara, espera conquistar o segundo título da Libertadores. O primeiro foi em 2015. "Temos de trabalhar muito, estudar muito. É uma competição internacional, e nós estaremos em outra cultura de futebol, vamos lidar com a cultura argentina, colombiana, uruguaia", argumentou Tatiele Silveira, técnica do Ferroviária e a primeira mulher a conquistar o Campeonato Brasileiro feminino no comando de uma equipe.

A veterana Barrinha, que disputará sua terceira edição de Libertadores, confia em repetir a boa campanha do Campeonato Brasileiro e trazer para casa o bicampeonato sul-americano. "Temos de saber controlar muito bem o emocional, porque faz muita diferença ali na hora do jogo", disse.

A Libertadores Feminina terá transmissão do serviço de streaming DAZN.

 

REGULAMENTO

Pelo regulamento os 16 clubes foram divididos em quatro grupos com quatro equipes. Os dois melhores se classificam para as quartas de final, já em fase eliminatória que irá até a grande final da competição.

PREMIAÇÃO

Segundo a Conmebol, o campeão receberá 85 mil dólares (R$ 353 mil), prêmio recorde na história da competição; o vice-campeão embolsará 50 mil dólares (R$ 207 mil) e a equipe que ficar com a terceira colocação será premiada com 30 mil dólares (R$ 124 mil). Além disso, todos os times participantes receberão 7,5 mil dólares (R$ 31 mil). / COM EFE

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